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Erdogan culpa imprensa internacional e redes sociais por protestos

Internacional|Do R7

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Ancara, 11 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta terça-feira em Ancara que a imprensa internacional e as redes sociais são culpadas pelos violentos protestos contra seu governo. O líder islamita moderado afirmou diante de parlamentares que "os meios de comunicação internacionais estão desinformando de forma sistemática e com as instituições de imprensa mal-intencionadas cresceram os protestos". "Peço a todos os ativistas no parque Gezi (Istambul) que entendam o que se passa. Peço a todos que são sinceros que abandonem esse lugar. Como primeiro-ministro peço isto", disse Erdogan, pouco depois da polícia agir na praça Taksim com gás lacrimogêneo para dispersar aos manifestantes. Os protestos da Turquia começaram há duas semanas como uma manifestação pacífica contra a demolição do parque Gezi, que dará lugar a um centro comercial. Desde a retirada forçada do parque e das manifestações que se seguiram em todo o país, pelo menos quatro pessoas morreram, entre elas um policial, disse hoje o próprio Erdogan. Em seu discurso, o primeiro-ministro advertiu que estão em perigo os interesses econômicos do país. "A economia turca está diretamente afetada por estas ações. A alta das taxas de juros e assustar os investidores são parte de um grande projeto. Isto é feito com solidariedade de dentro e fora do país", denunciou. "As ações na praça Taksim e no parque Gezi foram planejadas sistematicamente para encobrir outras ações. Está se jogando um grande jogo com o pretexto do parque", disse Erdogan. Os eventos dos últimos dias se transformaram em uma "espiral de violência", embora os protestos não devam ser vistos como uma luta por mais direitos democráticos, acrescentou o primeiro-ministro. Desde o início das manifestações, Erdogan denunciou supostas interferências estrangeiras, hostis a seu movimento islamita moderado, que governa a Turquia há uma década. "Alguém tenta frear a crescente e fortalecida Turquia. Os ativistas do parque Gezi deveriam ver a quem estão servindo", questionou Erdogan. EFE dt-jk/dk

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