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Espanha ‘intensifica repúdio’ europeu pela guerra no Irã; veja análise

Governo espanhol fechou o espaço aéreo do país para aeronaves militares norte-americanas e desautorizou utilização de bases

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo espanhol bloqueou acesso dos EUA a bases militares e espaço aéreo para operações no Oriente Médio.
  • Ministra da Defesa, Margarita Robles, afirmou que a Espanha não participará de guerras unilaterais.
  • Medida é vista como parte de um repúdio europeu ao conflito no Irã, apoiado por outros países, incluindo o Brasil.
  • Pesquisador destaca a necessidade de focar em esforços diplomáticos para a paz, em vez de ações bélicas.

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A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, declarou que o governo do país não autoriza os Estados Unidos a utilizarem bases militares, nem o espaço aéreo, para qualquer ação relacionada com a guerra no Oriente Médio. Na prática, isso força as aeronaves norte-americanas a contornarem o território espanhol para atingir qualquer alvo na região onde o conflito continua.

O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, reforçou o anúncio e afirmou que a medida está alinhada com a decisão do governo de “não participar ou contribuir para uma guerra iniciada de forma unilateral e contra o direito internacional”. Ao ser questionado sobre o assunto, o pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), Lier Ferreira, demonstrou concordar com a postura espanhola.


“Ela, na verdade, intensifica e aprofunda todo o repúdio que as principais potências europeias estão fazendo em relação a este conflito no Irã”, opinou no Conexão Record News desta segunda (30), onde chamou atenção para o fato de que outros países têm adotado o mesmo tom durante as interações diplomáticas realizadas com os EUA, dentre eles o Brasil.

“Temos apontado cada vez mais a necessidade de sancionarmos todos os esforços bélicos e apoiarmos os diplomáticos, que apontem para a paz. Porque esta paz é necessária. Poucos países ganham com a escalada deste conflito. O conjunto da humanidade, em particular a população civil iraniana, será o grande prejudicado”, concluiu Ferreira.

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