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Especialista diz que Putin está irritado e prevê forte ataque contra a Ucrânia nos próximos dias

Segundo Lier Ferreira, ofensiva ucraniana sobre São Petersburgo não deve escapar de retaliação

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ataques ucranianos atingem São Petersburgo antes do Fórum Econômico Internacional.
  • Putin classifica os ataques como terrorismo, enfrentando pressão interna na Rússia.
  • Queda na aprovação de Putin e recessão econômica complicam sua posição política.
  • Evento "Davos russo" ocorre em meio a tensões com o Ocidente e participação inédita dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os ataques da Ucrânia a São Petersburgo, nesta quarta-feira (3), ocorreram antes do início do Fórum Econômico Internacional, que acontece na cidade. Várias autoridades russas devem marcar presença, o presidente Vladimir Putin incluso. Em entrevista ao Conexão Record News, o pesquisador Lier Ferreira pontua que a ofensiva deixou Putin muito irritado, e a primeira reação muito clara do líder russo é a classificação do ato como terrorismo.

Segundo ele, a situação se complica diante de elementos políticos internos da Rússia. Ferreira destaca que a aprovação de Putin caiu ao menor nível desde 2022, e que, mesmo com a alta do preço do petróleo, a Rússia enfrenta uma recessão que tem custado apoio ao presidente. “Por outro lado, esse ataque a São Petersburgo beneficia as estratégias ucranianas e as narrativas de que eles estão de fato ganhando musculatura para enfrentar os russos”, pondera.

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Vladimir Putin sentado com as mãos unidas apoiadas em mesa
Especialista diz prever retaliação forte de Putin Reprodução/Record News

“O que a gente está prevendo nos próximos dias é um ataque muito forte para ver se, de alguma forma, ele inibe essa capacidade de resistência que a Ucrânia de Zelensky vem mostrando muito intensamente”, diz.

Para contornar o banimento do Fórum Econômico Mundial em Davos, o país sedia anualmente o “Davos russo”. Segundo a Reuters, um influenciador de direita e um funcionário público norte-americanos, além de um bilionário alemão do varejo, devem participar do evento. Enquanto o Kremlin lida com o crescimento estagnado e um confronto com o Ocidente por conta da guerra na Ucrânia, esta seria a primeira conferência de investimentos russa com participação dos Estados Unidos em anos.

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