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Espionagem militar alemã detectou 400 extremistas nos efetivos do exército

Os infiltrados, detectados no ano passado, foram expulsos das forças armadas

Internacional|Do R7

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Os infiltrados foram expulsos das forças armadas, informou o presidente do serviço secreto militar alemão
Os infiltrados foram expulsos das forças armadas, informou o presidente do serviço secreto militar alemão

Os serviços secretos militares alemães (MAD) detectaram em 2012 cerca de 400 extremistas infiltrados no exército, 300 de extrema direita e outros 50 radicais islâmicos.

Os infiltrados foram expulsos das forças armadas, informou o presidente do MAD, Ulrich Birkenheier, em entrevista à rádio pública "Deutschlandfunk", após afirmar que "o extremismo não tem lugar no exército alemão".

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As explicações do MAD estão de acordo com as informações sobre uma suposta presença crescente de simpatizantes da extrema direita nas forças armadas.

O governo de Angela Merkel decidiu em 2011 suspender o serviço militar obrigatório, com o objetivo de fazer uma reforma nas forças armadas e reduzir gradualmente seus efetivos, de 240 mil naquele ano para um máximo de 185 mil.

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Com isso se quebrou aquele que foi um princípio vigente desde a instauração do serviço militar obrigatório em 1957, segundo o qual as forças armadas deveriam ser um reflexo da sociedade e ter em seu seio todas as classes.

Com a profissionalização se temia que os radicais de uma ou outra tendência buscassem preferencialmente o alistamento, por isso o MAD se comprometeu em aumentar a monitoração desses efetivos.

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Durante os anos 1990 a efetividade da espionagem militar alemã foi questionada ao se revelar que a agência havia recrutado um conhecido neonazista, Uwe Mundlos, que anos depois integrou a célula Clandestinidade Nacionalsocialista (NSU).

Esse grupo assassinou nove imigrantes entre 2000 e 2007 - oito turcos e um grego -, assim como uma agente policial. A única responsável pelos crimes que ainda vive, Beate Zschäpe, está sendo julgada em Munique.

Mundlos e o outro membro do trio, Uwe Böhnhardt, se suicidaram em uma caminhonete ao serem encurralados pela polícia após um assalto a um banco, o que revelou a existência do grupo.

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