EUA acertam detalhes sobre coleta de DNA de imigrantes ilegais
Patrulha Fronteiriça estava desde janeiro coletando amostras de qualquer pessoa em custódia. Com normas, material será enviado ao FBI
Internacional|Da EFE

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira (6) um aviso no diário oficial local com a confirmação de que será anunciada na próxima semana as normas para o armazenamento da amostras de DNA de imigrantes indocumentados, que entrarão em vigor em abril.
A partir da próxima segunda-feira (9), com o detalhamento da medida, haverá 30 dias para que a sociedade civil apresente comentários, para que a medida passe a valer, no dia 8 de abril.
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Em 6 de janeiro, a Patrulha Fronteiriça americana começou a coletar amostras de DNA de qualquer pessoa sob custódia, usando cotonetes ou palitos que são passados na parte superior do interior das bochechas, segundo o Departamento de Segurança Nacional (DHS).
Quando as novas normas entrarem em vigor, o material será enviado ao FBI, para que seja armazenado na base nacional de dados criminais, segundo explicou uma fonte do Departamento de Justiça à Agência Efe.
"A coleta deste DNA é apenas para propósito de guardar na base de dos do FBI, não para usá-lo em nenhum outro sentido", disse um funcionário do órgão, que pediu anonimato.
'Programa xenófobo'
A medida é questionada por grupos de defesa de direitos humanos, que estão contra ao governo obter informação pessoal confidencial de pessoas que não cometeram qualquer crime.
"O Congresso deveria evitar imediatamente que os dólares dos contribuintes sejam utilizados para financiar este programa xenófobo, que busca desumanizar ainda mais os imigrantes detidos", garantiu Naureen Shah, da União Americana de Liberdades Civis.
Além disso, algumas entidades entendem que esse pode ser um primeiro passo para que também seja armazenado o DNA de cidadãos americanos, que por vezes são detidos temporariamente por algum erro das autoridades de imigração.
O governo de Donald Trump, no entanto, entende que cruzar a fronteira ilegalmente é um crime, por isso, acredita ter autoridade para recolher amostra de DNA dos detidos.
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