EUA dizem que norte-americano sofreu 'ataque sônico' na China
O paciente trabalhava no consulado dos EUA em Guangzhou e foi diagnosticado com uma lesão no cérebro, semelhante a caso de Cuba
Internacional|Fábio Fleury, do R7, com agências internacionais

O governo dos EUA enviou um alerta para norte-americanos que estão na China, depois que um funcionário do consulado do país na cidade de Guangzhou foi diagnosticado com uma lesão leve no cérebro. A suspeita, ainda não confirmada, é que o homem tenha passado por um "ataque sônico", feito com um dispositivo que emite uma frequência que não é audível, mas que danifica estruturas no sistema nervoso central.
O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse nesta quarta-feira (23) que os sintomas apresentados pelo funcionário são semelhantes aos registrados por 22 diplomatas da embaixada dos EUA em Havana, capital de Cuba, no ano passado.
"As indicações médicas são muito parecidas e inteiramente consistentas com as indicações sobre o que aconteceu com os americanos que estavam trabalhando em Cuba", afirmou Pompeo, durante uma audiência no Congresso dos EUA.
Sintomas da lesão
Segundo a imprensa norte-americana, o funcionário do consulado chinês, que não teve a identidade divulgada e voltou aos EUA para mais exames, apresentou "sensações de som e pressão sutis e vagas, mas anormais".
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Com a divulgação do caso, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um comunicado alertando a norte-americanos que estejam na China para que notifiquem as autoridades caso apresentem sintomas parecidos. Caso eles identifiquem um ruído como fonte do desconforto, devem se afastar o mais rápido possível.
"Quando estiver na China, se você experimentar um fenômeno auditivo ou sensorial fora do comum, acompanhado por sons estranhos ou ruídos estridentes, não tente localizar a fonte. Em vez disso, vá para um local onde não escute mais o som", alerta o documento.
O governo chinês alegou não ter conhecimento do uso de dispositivos sônicos e afirmou que está cooperando com as investigações. No caso dos diplomatas de Havana, o governo cubano disse o mesmo.














