EUA estudam que ações tomar após expulsão de funcionários da Venezuela
Internacional|Do R7
Washington, 18 fev (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira que estudam que ações tomará após ter recebido a confirmação da expulsão de três de seus funcionários consulares em Caracas por parte do governo venezuelano. "O governo da Venezuela nos notificou na tarde de 17 de fevereiro que declarou três de nossos funcionários consulares 'persona non grata' e têm 48 horas para sair do país", confirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, em comunicado. "De acordo com o artigo 9 da Convenção de Viena sobre relações diplomáticas e o artigo 23 da Convenção de Viena sobre relações consulares, os Estados Unidos estão considerando que ações tomar", acrescentou. Psaki ressaltou que "o governo venezuelano tenta distrair a atenção de suas próprias ações culpando os Estados Unidos ou outros membros da comunidade internacional" e assegurou que "estes esforços refletem uma falta de seriedade por parte do governo da Venezuela para fazer frente à grave situação que enfrenta". O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo a expulsão de três funcionários consulares dos Estados Unidos que, segundo disse, conspiravam em universidades privadas para promover as manifestações estudantis que estão acontecendo no país caribenho. A porta-voz do Departamento de Estado rejeitou estas acusações contra seus funcionários e assegurou que são "infundadas e falsas". "Nossos funcionários consulares estavam realizando as atividades normais de extensão de vistos de estudante nas universidades, que é algo que fazemos no mundo todo como uma forma de melhorar a acessibilidade e a transparência do processo", explicou a porta-voz. Segundo assegurou Maduro, o governo venezuelano "vinha avaliando" a situação de um grupo de funcionários que, segundo disse, estavam atuando há dois meses em universidades privadas, "fazendo reuniões". No final de setembro, o presidente venezuelano expulsou Kelly Keiderling, encarregada de negócios e diplomata de maior categoria da embaixada americana em Caracas, e outros dois funcionários, sob a acusação de estimular planos de sabotagem ao sistema elétrico e à economia do país junto com a "extrema direita". As expulsões e acusações aos Estados Unidos ocorreram no meio das jornadas de protesto contra o governo venezuelano que, na quarta-feira passada, causaram a morte de três pessoas, além de vários feridos e dezenas de detidos. EFE rg/rsd












