Logo R7.com
RecordPlus

EUA evitam comentar posse de Chávez e pedem processo constitucional

Internacional|Do R7

  • Google News

(Atualiza com comentários da porta-voz Victoria Nuland). Washington, 8 jan (EFE).- Os Estados Unidos evitaram nesta terça-feira se pronunciar sobre a controvérsia que vive a Venezuela à medida que se aproxima a data de posse do presidente Hugo Chávez e apenas pediram que seja garantido que o processo respeite a Constituição venezuelana. "Esperamos que qualquer transição na Venezuela seja democrática, legal, constitucional e transparente", disse à Agência Efe o porta-voz para a América Latina do Departamento de Estado, William Ostick. O porta-voz assegurou que a diplomacia americana não tem comentários por enquanto sobre o que pode envolver a provável ausência de Chávez em Caracas no dia 10, data prevista para a posse presidencial. A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, limitou-se a dizer que a questão é um "assunto que concerne aos venezuelanos" e pediu que o processo ocorra de uma "maneira que inclua todos". A funcionária afirmou que o processo dever ser feito de "forma justa, transparente e que assegure um clima político com igualdade de condições". "Estamos observando o debate entre os venezuelanos e nossa principal preocupação é que se escute todas as vozes", argumentou Victoria Nuland em sua entrevista coletiva diária. Sobre a possibilidade de ocorrerem manifestações violentas em Caracas, a porta-voz afirmou que "o debate tem que ser pacífico e não se deve recorrer em nenhum momento à violência". O presidente venezuelano se encontra internado em Cuba desde o passado 11 de dezembro, quando foi operado de um câncer situado na região pélvica e cujos detalhes não foram informados oficialmente. "Obviamente, como com qualquer pessoa, estamos preocupados por sua saúde e lhe desejamos uma pronta recuperação", assegurou Victoria Nuland. O governo defende que a cerimônia de posse presidencial é um "formalismo" que o presidente pode cumprir posteriormente perante a Suprema Corte. Por sua vez, a oposição sustenta que o governo conclui seu período constitucional no dia 10 e a partir daí todos os membros do governo, incluído o vice-presidente, Nicolás Maduro, perdem seus cargos, e só o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, poderia assumir as funções de chefe de Estado. A maior plataforma opositora do país enviou hoje uma carta à Organização dos Estados Americanos (OEA) em que alerta quanto ao risco de "uma grave violação da ordem constitucional" se Cabello não assumir a condução do país na quinta-feira. Fontes da OEA confirmaram hoje à Efe que o secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, que está no Chile, recebeu a carta, embora não tenham comentado sobre sua posição ou a da instituição sobre a controvérsia. EFE llb/dk

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.