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Evo Morales propõe ao Chile troca de gás por acesso ao mar

Internacional|Do R7

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Santiago do Chile, 28 jan (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, propôs nesta segunda-feira ao chefe de Governo chileno, Sebastián Piñera, a devolução de terras que dão acesso ao Oceano Pacífico em troca de gás boliviano. "Infelizmente foi perdida a saída ao mar de uma maneira injusta, imposta por um tratado descumprido e injusto", denunciou Morales, que declarou que recuperar a saída ao mar que seu país perdeu 54 anos após sua independência "é um direito do povo boliviano". Morales pronunciou estas palavras na Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), realizada em Santiago do Chile, em discurso no qual denunciou com exemplos e argumentos que o Chile "violou e viola" o tratado de 1904, mediante o qual foram solucionados os problemas derivados de uma guerra entre os dois países no século XIX. "Quero pedir paciência, apelar à consciência não só dos presentes, mas da comunidade internacional. Há temas pendentes históricos", disse Morales aos presidentes da Celac antes de fazer uma proposta ao Chile e um apelo à resolução pacífica das disputas. Assim, perguntou ao presidente do Chile "Como compartilhar para resolver os problemas de nossos países?", para depois responder: "compartilhar o único que temos na Bolívia, o tema do gás". Morales disse que foi testemunha de como o Chile tem problemas de água e de energia, e pediu "uma solução, um trabalho conjunto, não violência ou ameaças". Segundo Morales, as famílias no Chile "agora pagam 500 dólares por gás em suas residências, e pagariam 250 pelo gás" boliviano. O presidente da Bolívia insistiu que "o Estado chileno faz muitos esforços para importar gás", enquanto seu país tem esse recurso. Apenas, segundo Morales, é preciso chegar a acordos para que seu país recupere uma saída ao oceano. Morales falou ainda sobre o problema do narcotráfico e reconheceu que a Bolívia é um dos principais produtores de cocaína, atrás apenas de Colômbia e Peru, segundo a ONU, para depois criticar a atual política contra as drogas imposta segundo ele pelos Estados Unidos para todo o continente, sem os resultados esperados. "Por trás da luta contra o narcotráfico imposta pelos EUA havia interesses de caráter político, estavam por trás de nossos recursos naturais", ressaltou. Morales disse também que uma das medidas que se deveriam ser impostas para obter sucessos na luta contra o narcotráfico passa pela quebra do sigilo bancário, uma proposta que também foi feita no domingo aos líderes da União Europeia reunidos em Santiago do Chile com os da Celac. EFE erm/id (foto) (vídeo)

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