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Ex-funcionário dos EUA diz que "El Chapo" financiou campanha de Peña Nieto

Internacional|Do R7

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Washington, 24 fev (EFE).- O ex-diretor a Agência Americana Antidrogas (DEA, sigla em inglês) Phil Jordan afirmou nesta segunda-feira que o líder do Cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán, preso no último sábado, financiou a campanha eleitoral do atual presidente do México, Enrique Peña Nieto. Jordan fez essas declarações em entrevista ao canal "Univisión", afirmações das quais tomaram distância imediatamente tanto o Departamento de Estado dos EUA como a DEA. "Nunca pensei que com o PRI (o Partido Revolucionário Institucional, que governa o México) iam prendê-lo, porque "El Chapo" colocou muito dinheiro na campanha de Peña Nieto, fiquei surpreso quando soube que o prenderam", disse Jordan ao canal de televisão. Acrescentou que "alguma coisa aconteceu entre o PRI e 'El Chapo', não posso dizer o que. Ele pagou milhões de dólares para que não o pegassem e milhões de dólares para que o deixassem fugir da última vez. Tem todo o dinheiro do mundo. Portanto é uma vitória para o México que Nieto permitisse a sua prisão". Após conhecer essas declarações, tanto o Departamento de Estado como a DEA emitiram comunicados quase idênticos nos quais deixaram claro que "a opinião de Jordan e de qualquer outro ex-agente federal não representa a opinião do governo dos Estados Unidos". "A prisão de Joaquín 'El Chapo' Guzmán foi um triunfo importante para o México e um grande passo em nossa luta comum contra o crime organizado, a violência e o tráfico de drogas", agregaram. A Embaixada dos Estados Unidos no México também rejeitou hoje as declarações de Phil Jordan. "As declarações do oficial aposentado da DEA, Phil Jordan, não refletem a postura do governo dos Estados Unidos", declarou a sede diplomática em comunicado. Acrescentou que a prisão de Guzmán "foi uma importante conquista para o México e um grande passo em nossa luta compartilhada contra do crime organizado transnacional, da violência e do tráfico de drogas", e felicitou "ao povo do México e a seu governo pela captura do suposto líder do Cartel de Sinaloa". "Estados Unidos e México têm um forte associação em temas de segurança e continuamos apoiando o México em seus esforços para melhorar a segurança de seus cidadãos, e continuaremos trabalhando juntos para fazer frente às ameaças que representam as organizações do crime transnacional", disse o comunicado. "El Chapo" Guzmán, nascido em 1957, começou sua carreira criminal nos anos 1980 como braço direito de Miguel Ángel Félix-Gallardo, chefe do cartel de Guadalajara, cuja prisão em 1989 o levou a fundar sua própria organização em Sinaloa, seu estado natal. Em junho de 1991 foi detido na capital mexicana, mas conseguiu escapar após subornar com US$ 100 mil o então chefe de polícia local, para ser capturado outra vez em 1993, na Guatemala, país que o entregou ao México. No dia 19 de janeiro de 2001, "El Chapo" fugiu da prisão de Puente Grande, no estado de Jalisco, a bordo de um caminhão de limpeza graças à ajuda de alguns funcionários da penitenciária. Desde então, era o criminoso mais procurado tanto pelo México como pelos Estados Unidos. EFE cg/rpr

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