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Exército das Filipinas continua avanço contra rebeldes no sul do país

Internacional|Do R7

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Manila, 18 set (EFE).- O Exército das Filipinas já controla entre 70% e 80% da área da cidade de Zamboanga, no sul do país, que foi tomada no dia 9 de setembro por rebeldes da Frente Moro de Libertação Nacional (FMLN), informaram nesta quarta-feira fontes militares. "Continuamos avançando e estamos inspecionando as regiões em que retomamos o controle", assegurou hoje Ramón Zagala, porta-voz das Forças Armadas das Filipinas, de acordo com a agência de notícias das Filipinas "PNA". Segundo o militar, os insurgentes separatistas do FMLN estão ficando sem munição, já que os tiros vindos dos distritos controlados por eles reduziram notavelmente. Zagala afirmou, além disso, que não houve nenhum incidente de importância na região nas últimas 24 horas. Na noite da segunda-feira, o Exército filipino conseguiu um grande avanço em sua luta contra os rebeldes que ocupam áreas litorâneas da cidade de Zamboanga, onde, além disso, conseguiram libertar dezenas de civis que estavam sendo usados pelos insurgentes como "escudo humano". O porta-voz da Presidência filipina, Edwin Lacierda, disse que o chefe de Estado do país, Beningo Aquino, permanece em Zamboanga, para onde viajou na semana passada para supervisionar a situação. A Autoridade de Aviação local anunciou a reativação parcial dos voos em Zamboanga para amanhã, mas a Guarda Litorânea afirmou que o transporte marítimo continuará interrompido. Ao menos 99 pessoas morreram (86 insurgentes e quatro civis) desde o início do conflito, de acordo com informações do Exército. O ataque dos rebeldes aconteceu um mês depois que Nur Misuari, o líder do FMLN, proclamou a independência da região de Mindanao e de outras ilhas do sul e denunciou que seu grupo tinha sido excluído das negociações entre o governo e a Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI). Misuari fundou o FMLN em 1971, e esta foi a principal organização muçulmana a recorrer à luta armada nas Filipinas, até a assinatura de um acordo de paz em 1996. No entanto, o grupo renunciou ao acordo cinco anos depois e retornou à luta armada quando Misuari estava prestes a perder nas urnas seu cargo de governador da Região Autônoma do Mindanao Muçulmano. O FMLI foi fundado formalmente em 1984 após uma cisão no grupo de Misuari e atualmente se encontra na fase final de suas negociações com o governo. Segundo analistas filipinos citados pelo site de notícias "Rappler", Misuari "está fazendo barulho" para boicotar as conversas entre o governo e o FMLI. EFE hc/rpr

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