Logo R7.com
RecordPlus

Exército egípcio acusa homens armados de terem iniciado os enfrentamentos

Internacional|Do R7

  • Google News

Cairo, 8 jul (EFE).- O exército do Egito garantiu nesta segunda-feira que suas forças sofreram durante a última madrugada o ataque de desconhecidos armados que investiram contra o quartel-general da Guarda Republicana, o que motivou sua resposta e gerou os conflitos em que morreram 42 pessoas, segundo fontes sanitárias egípcias. Em entrevista coletiva cercada de tensão, um porta-voz do exército e outro da polícia acusaram um grupo desconhecido de homens armados de terem iniciado os enfrentamentos, e garantiram que reprimiram as agressões "de acordo com a lei". No comparecimento, o porta-voz militar Ahmed Ali apresentou imagens e vídeos que mostram homens atirando coquetéis molotov e pedras contra as forças de segurança. Ali desqualificou as "provocações" por parte dos líderes islamitas, dos quais não citou nomes, para incitar os manifestantes a atacar as instalações do Estado. "Um grupo armado atacou o perímetro do quartel. O pessoal encarregado da segurança foi atacado com munição real e balotes, enquanto outros subiam nos muros para jogar pedras, coquetéis molotov, explosivos e material pesado", disse. Os enfrentamentos que ocorreram após o ataque, segundo os militares, causaram a morte de um oficial do exército e ferimentos em outros 32 soldados, além de um policial que também morreu e os cinco feridos anunciados anteriormente pelo Ministério do Interior. Tanto o porta-voz das Forças Armadas como o da polícia vincularam a crescente violência no Cairo com os incidentes dos últimos dias na Península do Sinai, onde grupos "jihadistas" fizeram ataques contra as forças de segurança e sabotaram ontem o gasoduto que abastece a Jordânia. Ali desmentiu que esteja acontecendo uma campanha de prisões arbitrárias contra dirigentes da Irmandade Muçulmana e afirmou o compromisso dos militares de não perseguirem ninguém enquanto estiverem agindo em conformidade com a lei. "O exército se compromete a não perseguir nenhuma pessoa, todos são livres desde que não violem a lei", sentenciou. Também desmentiu a informação de que crianças estão entre os mortos durante os enfrentamentos, como afirmou a Irmandade Muçulmana. Ali fez uma nova advertência à Irmandade Muçulmana: "o Egito não pode ser construído por um partido ou facção particular, mas por todos os egípcios". EFE er/rpr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.