Explosões e tiros são ouvidos em shopping atacado no Quênia
A troca de tiros se prolongou durante 15 minutos no local do atentado
Internacional|Do R7

Novas explosões e tiros estão acontecendo no shopping atacado por membros da milícia radical islâmica Al Shabab em Nairóbi, quando começa a amanhecer na capital do Quênia, após uma noite em aparente calma. Segundo a Agência Efe pôde constatar, nos últimos minutos foram escutadas três grandes explosões procedentes do Westgate, a quase dois dias depois do ataque por parte dos fundamentalistas.
Os disparos começaram por volta das 6h15 (horário local, 0h15 em Brasília) nos arredores do prédio assediado desde sábado passado, onde no final da noite de ontem a maioria dos reféns tinha sido libertada, informou o Exército queniano. A troca de tiros se prolongou durante 15 minutos, procedentes aparentemente tanto do interior como do exterior do prédio.
Um grupo de soldados armados se dirigiu correndo em direção ao Westgate a partir do centro onde se instalou um dos postos de atendimento a feridos e à imprensa, situado a cem metros do centro comercial. O som de disparos foi o mais forte escutado nas proximidades do prédio sitiado nas últimas 12 horas. A segunda noite do ataque com reféns transcorreu tranquila, sem movimento aparente no exterior e sem que nenhuma pessoa tenha tido que ser atendida por ferimentos.
O Exército queniano assegurou a última hora da noite passada ter libertado a maioria dos reféns que permanecia retida desde sábado pela Al Shabab em um dos shoppings mais exclusivos e movimentados de Nairóbi. Os soldados tomaram a maior parte do prédio e continuavam avançando para neutralizar os terroristas e resgatar todos os reféns.
O Exército informou que no meio da tarde tinha iniciado o ataque final, no qual quatro soldados ficaram feridos. O último número de mortos se mantém em 68, enquanto o número de feridos é de 175, segundo a Cruz Vermelha. Al Shabab assegurou esta madrugada no Twitter que seus mujahedin estavam "preparados para morrer". A rede de microblogging fechou seis contas abertas pelo grupo terrorista desde o começo de 2013, várias delas criadas e canceladas nos últimos dias. EFE jt-jmc/ma












