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Falta de acesso a últimas armas químicas sírias gera inquietação na ONU

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 8 mai (EFE).- O coordenador da missão de destruição das armas químicas sírias, Sigrid Kaag, declarou nesta quinta-feira na ONU sua "inquietação" porque não se poder chegar a 8% desse armamento, o que impede fechar o processo. Kaag, responsável da missão conjunta ONU-OPAQ, explicou hoje ao Conselho de Segurança que "há preocupação já que os 8% restantes (do armamento) são inacessíveis atualmente devido à situação de segurança no país", segundo disse em umas declarações após a reunião. A diplomata holandesa lembrou que o empecilho acontece depois que foi possível um "progresso significativo" e que se tirou do país 92% do arsenal e dos produtos químicos precursores. Kaag explicou que o restante 8% se encontra em uma instalação "não longe de Damasco", em cuja vizinhança há outras duas instalações que foram tomadas "por grupos da oposição" e as estradas da região "estão impraticáveis neste momento". "Estamos buscando formas de chegar a esse lugar", acrescentou. Sigrid Kaag acrescentou que se as autoridades sírias podem chegar à instalação, é questão de enviar "um último comboio" de apenas 16 contêineres, por isso a operação poderia concluir "muito rapidamente", em questão de uma semana. Sigrid lembrou que um navio mercante norueguês e outro dinamarquês "estão esperando" para tirar da Síria esses materiais uma vez que cheguem a porto por estrada. Kaag acrescentou que também estão discutindo com as autoridades sírias acerca do processo de destruição das instalações de produção e sobre possíveis divergências ou emendas à declaração de Damasco sobre seus arsenais. O responsável da missão conjunta das Nações Unidas e a Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) recalcou que, na discussão de hoje, "vários membros" do Conselho de Segurança assinalaram que não consideram que a retirada das armas suponha o fim da missão, já que também deve assegurar-se a destruição das instalações de produção. No entanto, Kaag recalcou que é o próprio Conselho de Segurança o que deve se pronunciar sobre esse ponto. Um dos países mais inquietos pelas instalações de produção é a França, cujo embaixador, Gérard Araud, disse no Twitter que considera que devem ser destruídas. Sobre as últimas alegações de ataques com gás cloro na guerra civil síria, Kaag disse que a Opaq estabeleceu uma missão de verificação. Os arsenais químicos sírios devem ficar destruídos até 30 de junho, e Kaag pediu hoje "um empurrão final" para concluir o processo dentro do prazo previsto. EFE rcf/tr

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