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Farc afirmam que não pode haver justiça se Estado colombiano ficar impune

Internacional|Do R7

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Havana, 25 jul (EFE).- Os negociadores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram neste sábado em Havana que não se pode esperar justiça ao término do processo de paz se o Estado colombiano ficar impune e a responsabilidade com as vítimas do conflito recair apenas na guerrilha. A mensagem foi lida pelo chefe insurgente, "Pablo Catatumbo", codinome de Jorge Torres Victoria, após o debate sobre a paz nas sessões desta semana do Congresso colombiano e a tentativa de agilizar os diálogos bilaterais que há mais de um ano abordam o tema da reparação das vítimas, entre outros assuntos. "Não se pode pactuar um modelo de justiça em que o Estado e os determinadores fiquem impunes", destacou o representante das Farc. "Catatumbo" lembrou os milhões de deslocados, torturados e desaparecidos, os massacres atribuídos ao paramilitarismo e a participação de menores no conflito, e se perguntou se "os partidos políticos, o empresariado, os fazendeiros e as transnacionais não assumirão nenhuma responsabilidade". A guerrilha criticou, além disso, a posição do governo de Juan Manuel Santos ao "estigmatizar questões que a outra parte considera determinantes" e advertiu que "a paz será uma quimera" se a determinação de buscar o fim do conflito for confundida com um sinal de "rendição ou submissão". Após o início na quinta-feira passada em Havana de um novo ciclo de conversas de paz, os insurgentes reafirmaram sua vontade de "diminuir a intensidade do conflito, para o que decretaram uma trégua unilateral que entrou em vigor no último dia 20 de julho, e agilizar o processo de diálogo com uma nova metodologia de trabalho. As partes concordaram em avaliar dentro de quatro meses os resultados desse plano estipulado para diminuir a intensidade do conflito na Colômbia. EFE yg/rsd (foto)

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