FHC não deve viajar a Caracas para defender opositores venezuelanos presos
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 15 mai (EFE).- Fernando Henrique Cardoso não deve viajar a Caracas na próxima segunda-feira para acompanhar o ex-chefe do governo espanhol Felipe González na defesa dos opositores venezuelanos presos Antonio Ledezma e Leopoldo López, informaram seus assessores nesta quinta-feira. O ex-presidente "não tem, por enquanto, nenhuma viagem prevista à Venezuela", disse à Agência Efe a chefe de gabinete do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), Helena Gasparián. FHC está em Nova York, onde na terça-feira recebeu junto com o ex-presidente americano Bill Clinton o prêmio de 'Homem do Ano' de 2015, concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. A presença de FHC na Venezuela ao lado de Felipe González no ato de defesa dos opositores venezuelanos foi anunciada na terça-feira por um dos advogados do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um dos presos por suposto apoio a grupos que pretendiam "desestabilizar" o país com ato de violência. Segundo o advogado Omar Estacio, a iniciativa de González contaria com o apoio e a presença dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Andrés Pastrana (Colômbia) e Ricardo Lagos (Chile). Pastrana e Lagos também negaram que pretendiam estar em Caracas na próxima segunda-feira. O ex-presidente chileno alegou um compromisso inadiável em Oslo e o colombiano disse não ter viagens previstas à Venezuela por enquanto. González, advogado de profissão, anunciou que colaborará "ad honorem" na defesa de Ledezma e López, líder do partido opositor Vontade Popular e acusado de incitar a violência durante um protesto contra o governo. A iniciativa do ex-líder socialista espanhol foi apoiada no final de abril por 26 ex-presidenes membros do Clube de Madri, entre eles FHC, Pastrana e Lagos, que pediram a libertação de Ledezma, López e outros opositores. EFE cm/vnm/id












