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Forças Armadas assumem governo do Zimbábue. Assista

Em pronunciamento na TV, major-general negou golpe militar

Internacional|Do R7, com Reuters

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Presidente Mugabe está "são e salvo", diz líder militar
Presidente Mugabe está "são e salvo", diz líder militar

As forças militares do Zimbábue assumiram o governo do país nesta quarta-feira (15). Em anúncio na televisão nacional às 4h da manhã no horário local (meia-noite em Brasília), o major-general Moyo afirmou que os soldados estão à procura de "criminosos" e que o presidente Robert Mugabe está "são e salvo". 

Em seu pronunciamento (vídeo no fim da matéria), Moyo pediu que as pessoas evitem deixar suas casas e que os líderes de partidos evitem motins. "Queremos deixar claro que isso não é um golpe político. O que nós estamos fazendo é pacificar uma estrutura social e econômica corrompida. Se não tivéssemos agido, a situação teria resultado em um conflito violento", disse. O discurso foi encerrado com um aviso de que os militares responderão qualquer provocação de forma "adequada".


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Soldados e veículos blindados interditaram ruas que dão acesso aos escritórios do governo, do Parlamento e dos tribunais do centro de Harare, e táxis transportavam trabalhadores do entorno da capital para seu empregos nas proximidades, disse uma testemunha da Reuters.

A nação sul-africana vinha lidando com conflitos desde a segunda-feira (13), quando o general Constantino Chiwenga, comandante das Forças Armadas, reforçou que estava "pronto para agir" contra os apoiadores do vice-presidente destituído, Emmerson Mnangagwa.


Mnangagwa foi afastado do governo pelo presidente Mugabe no dia 6 de novembro após "demonstrações de deslealdade", segundo informações oficiais.

Ditador


Mugabe, a encarnação do 'Grande Velho' da política africana, comandou o Zimbábue durante os últimos 37 anos. Contrastando com sua condição privilegiada no continente, ele é repudiado no Ocidente, que o vê como um déspota cujos manejo desastroso da economia e disposição de recorrer à violência para se manter no poder destruíram um dos Estados mais promissores da África.

Nem Mugabe nem sua esposa, Grace, que vinha almejando sucedê-lo como presidente, foram vistos, nem se tem notícias dos dois.


O partido opositor Movimento pela Mudança Democrática pediu uma volta pacífica à democracia constitucional, acrescentando esperar que a intervenção militar leve ao "estabelecimento de um Estado-nação estável, democrático e progressista".

Falando em nome da Comunidade de Desenvolvimento Sul-Africana (SADC, na sigla em inglês), o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, expressou a esperança de que não ocorram mudanças inconstitucionais de governo no Zimbábue, já que isso seria contrário à posição da SADC e da União Africana.

Zuma exortou o governo e os militares do Zimbábue "a resolverem o impasse político amistosamente".

Assista ao pronunciamento de Moyo em inglês no vídeo abaixo: 

Not a Dailymotion video URL.

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