França condena terrorista "Carlos, o Chacal" à prisão perpétua
O terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez foi responsável por quatro atentados mortais cometidos na França em 1982 e 1983
Internacional|Do R7
A Justiça francesa condenou em apelação nesta quarta-feira (26) o terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como "Carlos, o Chacal", à prisão perpétua por quatro atentados mortais cometidos na França em 1982 e 1983, a mesma pena que lhe foi imposta em dezembro de 2011.
A advogada de "Carlos", Isabelle Coutant-Peyre, anunciou que recorrerá perante a Corte Suprema e qualificou a sentença de "política" e induzida por interesses americanos, e denunciou que seu cliente "foi condenado de novo sobre rumores".
O Tribunal de Apelação de Paris também impôs ao "Chacal", de 63 anos, um período mínimo de 18 anos antes de poder solicitar qualquer benefício penitenciário, como em primeira instância.
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O tribunal o considerou culpado de cumplicidade, não como autor material, nos quatro atentados julgados por este processo iniciado no dia 13 de maio no qual também estava indiciada a alemã Christa Frohlich, julgada à revelia. Frohlich, que tinha sido absolvida em primeira instância, hoje também foi inocentada pelos dez juízes da corte.
A procuradoria tinha pedido para ela 20 anos de condenação pelo atentado. Os quatro atentados causaram 11 mortes e cerca de duas centenas de feridos e, para a acusação, foram a materialização de uma "guerra privada contra a França" desencadeada pelo "Chacal" em resposta à detenção em Paris em fevereiro de 1982 de dois membros de seu grupo, entre eles sua esposa, Magdalena Kopp.
A sentença de hoje é a segunda condenação a perpetuidade contra "Carlos" na França, onde está preso desde que foi capturado no Sudão em agosto de 1994 em uma operação dos serviços secretos. A primeira foi ditada em 1997 por ter assassinado em Paris, no dia 27 de junho de 1975, dois agentes secretos franceses e um informante.
Os advogados do venezuelano presumem que não será a última, já que a Justiça francesa tem aberta uma instrução por outro atentado com uma granada em uma loja de Paris em setembro de 1974, no qual houve dois mortos e 30 feridos.
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