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França mantém ofensiva aérea em Mali para conter avanço salafista

Internacional|Do R7

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Paris, 13 jan (EFE).- A França manteve sua ofensiva aérea em Mali da noite de ontem à manhã deste domingo, em uma tentativa de conter o avanço rumo ao sul do país africano dos grupos salafistas que controlam a região norte, informou o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian. "Há incursões de maneira constante", disse Le Drian em entrevista à rede de TV "i-télé" na qual lembrou que o objetivo final é fazer com que Mali recupere sua integridade territorial. O ministro acrescentou que aviões franceses conseguiu destruir hangares e outros alvos "sensíveis" e confirmou que, além da oferta de apoio logístico recebida por parte do Reino Unido, os Estados Unidos também indicaram a intenção de prestar auxílio nesta área. Le Drian insistiu que a "França está em guerra contra o terrorismo, esteja onde estiver", e que com esse fim mobilizará todos os meios necessários e reforçará a missão iniciada "em função da situação". "Estamos em condições de responder com aviões e tropas em campo", afirmou o ministro, que ressaltou que a ameaça representada pelos grupos salafistas não afeta somente Mali, mas o resto da África e a Europa. A ação francesa, que inclui o envio de unidades à capital malinesa, Bamaco, não foi preparada com muita antecedência, mas teve que acontecer às pressas, segundo Le Drian, devido ao pedido de ajuda feito na quinta-feira pelo presidente interino de Mali, Dioncunda Traoré, e pela constatação de que se a França não agisse, Bamaco "teria caído em dois ou três dias". A ofensiva salafista, que começou na quinta-feira, é liderada pelo grupo Ansar Al Din, apoiado pelos jihadistas da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e pela organização Monoteísmo e Jihad na África Ocidental (MYAO), que de acordo com Le Drian são grupos "muito bem armados e motivados". "Esses terroristas são ao mesmo tempo uma mistura perigosa entre fundamentalistas islamitas e mercenários e traficantes", explicou nessa entrevista, na qual declarou que embora sejam "os mesmos que buscam fazer do território entre Mauritânia e Líbia um espaço sem lei, a novidade é que decidiram se agrupar para atuar". O ministro acrescentou que o piloto de helicópteros francês morto ontem durante a ofensiva aérea foi atingido por um disparo, e não por um míssil, e disse que entre os rebeldes houve "um número significativo de baixas", que não revelou. EFE mgr/id

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