Logo R7.com
RecordPlus

França pede reforço da segurança de escolas e representações no Brasil

Ao todo, são cerca de cem colégios e unidades da Aliança Francesa no País

Internacional|Do R7, com agências internacionais

  • Google News

O ministério das Relações Exteriores confirmou ter recebido um pedido do governo da França para reforçar a segurança em representações do país no Brasil, que inclui embaixada, consulados, escolas francesas e alianças francesas. De acordo com a assessoria do ministério, o pedido foi encaminhado às secretarias de segurança pública de estados que têm uma ou mais representações francesas.

Além do Distrito Federal, o Itamaraty encaminhou o pedido para os estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Segundo o Itamaraty, o governo francês não deu justificativas para o pedido. O país, no entanto, vem passando por episódios de ataques contra civis em locais com um grande número de pessoas. Em 14 de julho, um caminhão avançou contra dezenas de pessoas durante as comemorações da Queda da Bastilha, na cidade de Nice. Dias depois, o grupo extremista Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.

Em novembro de 2015, Paris viveu uma noite de terror, com uma série de ataques em sete pontos da cidade, que mataram 128 pessoas e deixaram cerca de 300 feridos. Um desses ataques ocorreu na casa de shows Bataclan, outro nas imediações do Estádio da França, onde as seleções francesa e alemã disputavam um amistoso.


"Farol do terrorismo está voltado para o Brasil”, afirma especialista

"Seu silêncio está matando você": em vídeos, Estado Islâmico volta a ameaçar atacar a França


Terrorismo no Brasil

A Polícia Federal realizou hoje a prisão de um grupo que preparava atentados terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que começam no próximo dia 5 de agosto.


Ao menos dez brasileiros, em dez Estados diferentes do Brasil, foram presos na Operação Hashtag, que expediu 12 mandados de detenção temporária por 30 dias, podendo ser prorrogados por mais 30. Os outros dois suspeitos ainda não foram detidos, mas estão sendo monitorados.

Nenhum nome foi divulgado para manter o sigilo da investigação. Há um menor de idade na célula.

Em uma coletiva de imprensa nesta manhã, o ministro da Justiça e da Cidadania, Alexandre de Moraes, disse que os detidos são brasileiros que conversavam através de redes sociais, entre elas o Telegram. Moraes ressaltou que o grupo não se encontrava pessoalmente e apenas dois membros se conheciam.

Alguns já tinham realizado o "batismo" virtual, declarando apoio à organização extremista Estado Islâmico (EI, também chamado de Isis ou Daesh) nas redes sociais.

— O máximo que houve foi uma comunicação entre os membros do grupo e um deles queria ir para o exterior, onde o Estado Islâmico atua, para fazer contato com eles. Mas o próprio membro admitiu que não conseguiria viajar por falta de dinheiro.

O ministro também informou que um membro da célula tentou comprar um fuzil AK-47 no Paraguai e que todos discutiam possibilidades de atentados. A Polícia Federal realizou as prisões sob acusação de atos preparatórios de terrorismo, com base na lei antiterrorismo, sancionada em março pela presidente afastada, Dilma Rousseff.

— Houve um pedido do líder do grupo para os demais para pensarem em possibilidades de financiamento das ações.

Segundo o ministro, por muito tempo a célula terrorista falava apenas em atentados no exterior. A possibilidade de cometer ataques no Brasil surgiu justamente com a proximidade dos Jogos Olímpicos.

Ameaças

Na última segunda-feira (18), a reportagem da ANSA divulgou a notícia de que um grupo no país, autoproclamado Ansar al Khilafah Brazil, declarou lealdade ao Estado Islâmico e submissão ao líder do califado, Abu Bakr al Baghdadi.

Nos últimos dois dias, a especialista norte-americana em contraterrorismo Rita Katz, que trabalha no SITE Intelligence Group, disse que um canal no Telegram estava dando instruções para atentados nos Jogos Olímpicos do Rio.

Entre as técnicas recomendadas, estão envenenamento, sequestros de reféns, acidentes de tráfico, divulgação de falsas ameaças, esfaqueamento e ataques a meios de transporte públicos.

As mensagens nas redes sociais também pediram para que os chamados "lobos solitários" (pessoas que atuam sozinhas em ataques) se dirijam ao Brasil.

Os posts das útimas 48 horas no Telegram sugerem até que os ataques nos Jogos do Rio sigam os modelos do atentado de 1972 em Munique. As Olimpíadas do Rio de Janeiro ocorrerão entre os dias 5 e 21 de agosto.

Devido ao massacre em Nice, na França, quando Mohamed Bouhlel atropelou uma multidão e matou 84 pessoas, o governo brasileiro adotou medidas extras de segurança para os Jogos.

A estimativa é de que 5.000 homens da Força Nacional de Segurança Pública e 22 mil oficiais das Forças Armadas (14.800 do Exército, 5.900 da Marinha e 1.300 da Aeronáutica), além do contingente fixo do Rio de Janeiro, atuem durante as Olimpíadas.

Apenas duas edições dos Jogos Olímpicos sofreram atentados terroristas na história. Em 1972, em Munique, 11 membros da delegação de Israel foram feitos reféns e mortos pelo grupo terrorista palestino Setembro Negro. Cinto terroristas também morreram e outros três foram presos na ocasião. Em 1996, durante os Jogos de Atlanta, uma bomba explodiu no Parque Centenário. Duas pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.