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França recebe 200 primeiros refugiados vindos da Alemanha

Internacional|Do R7

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Paris, 9 set (EFE).- Os 200 primeiros refugiados enviados desde a Alemanha chegaram na manhã desta quarta-feira de ônibus à França, onde foram recebidos nos municípios de Champagne sul Seine e Cergy, na região de Paris. Em Champagne sul Seine, os refugiados - basicamente sírios e iraquianos - foram recebidos por membros da Cruz Vermelha, que prepararam um edifício com 77 apartamentos vagos. "Trata-se de uma solução temporária de vários meses enquanto a situação deles é regularizada", explicou Ouardia Petit-Jean, responsável pelo organismo local dos casas sociais. Em Cergy foram habilitadas as instalações de um complexo utilizado normalmente para colônias escolares e para concentrações de federações esportivas. Os refugiados também serão alojados provisoriamente ali enquanto a permissão de residência não for entregue, explicou o prefeito regional do departamento, Yannick Blanc. Este primeiro contingente saiu de ônibus de Munique, acompanhado por uma dezena de agentes do Organismo Francês de Proteção aos Refugiados e aos Apátridas (OFPRA). O ministro de Interior, Bernard Cazeneuve, destacou se tratar de "um amparo com os melhores padrões", já que desde o princípio estarão em edifícios e serão atendidos por associações. Em entrevista à imprensa depois do Conselho de Ministros, Cazeneuve assinalou o "desejo de que França esteja à altura de seus princípios, de sua reputação, mas de que também haja uma dimensão europeia", que será novamente abordada na reunião convocada para a próxima segunda-feira com as ministras de Interior e de Justiça. Ele insistiu na posição franco-alemã de que o dispositivo de amparo deve envolver "todos os Estados da União Europeia, Schengen representa solidariedade para todo mundo, não pode ser uma carta de solidariedade". O mecanismo de solidariedade proposto por França e Alemanha, explicou, está condicionado à criação nos países europeus que recebem o grosso dos imigrantes de centros de seleção para separar os refugiados dos imigrantes econômicos. Para estes últimos, o ministro francês disse que é preciso falar com seus países de origem para estabelecer "um mecanismo de retorno, porque se forem criados mecanismos para sua expulsão, o amparo aos refugiados não será sustentável". O presidente francês, François Hollande, anunciou na segunda-feira que seu país está disposto a receber 24 mil refugiados nos dois próximos anos. Outros mil devem chegar esta semana, vindos da Alemanha. Esta tarde o primeiro-ministro, Manuel Valls, preside uma reunião interministerial dedicada à questão do abrigo aos refugiados, assunto de outra convocação de Cazeneuve no sábado com os prefeitos que se declararem voluntários. O ministro pediu aos prefeitos que participem porque "quanto mais formos, mais eficazes seremos. Ele garantiu que "o Estado assumirá toda sua responsabilidade". EFE ac/cd

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