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Fujimori continuará na preso depois de ter pedido de prisão domiciliar negado

Internacional|Do R7

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Lima, 29 out (EFE).- O ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000) continuará preso na prisão da Direção de Operações Especiais da Polícia já que a Justiça rejeitou nesta terça-feira o pedido para que terminasse de cumprir sua pena em prisão domiciliar. Fujimori foi condenado a 25 anos de prisão por abusos aos direitos humanos em 2009. O juiz do Supremo, Segundo Morales, declarou infundada a solicitação porque não existe uma lei que permita a tramitação desse tipo de pedido, pois no Peru a prisão domiciliar se aplica para os processados com juízos em curso e não com sentenças firmes e ratificadas. O ex-presidente escutou a resolução cabisbaixo e sentado em uma escrivaninha. Seu advogado, William Castillo, tinha solicitado a mudança da detenção efetiva pelo domiciliar apelando à avançada idade do ex-presidente, ao seu precário estado de saúde e à ausência de perigo para a sociedade. O advogado de Fujimori interpôs um recurso de apelação, o qual será resolvido em outra sala de a Corte Suprema. Em sua resolução, Morales explicou que "as sentenças expedidas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos não nos facultam a conceder o benefício solicitado pelo sentenciado". O magistrado citou, entre as acusações que impossibilitam dar o benefício ao ex-presidente, "os delitos que agrediram direitos fundamentais para os quais não são aplicáveis os benefícios da anistia, a prescrição, nem o indulto". O ex-governante cumpre pena em uma cela especialmente construída para ele na prisão da Direção de Operações Especiais da Polícia no distrito de Ate, ao leste de Lima. Fujimori, de 75 anos, foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão por homicídio qualificado, lesões graves e sequestro agravado em um estabelecimento penal. As acusações derivam dos massacres de Barrios Altos e La Cantuta, onde morreram 25 pessoas, crime cometido pelo grupo paramilitar Colina em 1991 e 1992, e pelo sequestro de um jornalista e um empresário em 1992. Segundo o laudo médico apresentado por sua defesa, Fujimori passou por cinco cirurgias devido a um câncer na língua, hipertensão arterial controlada, lombalgia, gastrite e depressão, entre outros males. Em junho passado, o atual presidente do Peru, Ollanta Humala, negou a solicitação de indulto humanitário a Fujimori, ao levar em conta as recomendações da Comissão de Graças Presidenciais que avaliou o caso e indicou que não apresentava uma doença terminal nem transtornos mentais graves. EFE mmr/cd (foto)

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