G8 condena Coreia do Norte "nos mais fortes termos"
Grupo ameaçou com novas sanções em caso de lançamento de mísseis
Internacional|, com R7
O G8 condenou nesta quinta-feira "nos mais fortes termos possíveis" o desenvolvimento pela Coreia do Norte de tecnologia de armas nucleares e mísseis balísticos e ameaçou com novas sanções em caso de lançamento de mísseis, de acordo com comunicado divulgado em encontro do grupo, nesta quinta-feira (11), em Londres.
— Os ministros condenam nos termos mais fortes possíveis o desenvolvimento contínuo de seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos da Coreia do do Norte, incluindo o enriquecimento de urânio.
Os chanceleres de EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Rússia também pediram à Coreia do Norte que "recue de futuros atos provocativos".
Desde fevereiro de 2012, Pyongyang lançou dois mísseis — um deles com sucesso, em dezembro passado —, considerados pelas potências ocidentais testes disfarçados de mísseis balísticos, executou um teste nuclear — que resultou em novas sanções da ONU —, anunciou a retomada das atividades nucleares e posicionou mísseis de médio alcance em sua costa leste.
Ignorando as advertências da vizinha e aliada China, Pyongyang instalou na semana passada em sua costa oriental dois mísseis Musudan de alcance teórico de 3.000 km, capacidade para atingir o Japão. Com uma carga leve, poderia viajar 4.000 km e atingir a ilha americana de Guam, situada a 3.380 km e onde estão 6.000 soldados americanos.
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O eventual lançamento pode acontecer até 15 de abril, data em que o regime comunista comemora o nascimento do fundador da República Democrática Popular da Coreia, Kim Il-Sung, falecido em 1994, ou poderia coincidir com a visita a Seul na sexta-feira do secretário de Estado americano, John Kerry, e do secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen.
Segundo uma fonte do governo sul-coreano, Pyongyang poderia disparar vários projéteis. Foram detectados movimentos de veículos lançadores que transportavam mísseis Scud (alcance de centenas de quilômetros) e de Rodong (alcance pouco mais de 1.000 km).
A Coreia do Norte deslocou os mísseis em várias ocasiões nos últimos dias, com o objetivo de dificultar os trabalhos da inteligência estrangeira e "cansar" os agentes responsáveis pela vigilância das rampas, informou a agência sul-coreana Yonhap.
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