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Geórgia acusa Depardieu de violar lei ao visitar região separatista

Cidadão russo desde janeiro, ator francês pode pegar até quatro anos de prisão

Internacional|Do R7

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Ator francês deveria ter pedido autorização da Geórgia para visitar Abecásia, uma região separatista
Ator francês deveria ter pedido autorização da Geórgia para visitar Abecásia, uma região separatista

A Geórgia acusou nesta terça-feira (22) o ator Gérard Depardieu, cidadão russo desde janeiro, de violar a lei ao visitar a região separatista georgiana de Abecásia, cuja independência foi reconhecida pelo Kremlin.

"Depardieu infringiu a legislação georgiana ao visitar Abecásia sem autorização oficial", afirmou Ketevan Tsijelashvili, vice-ministra de Reintegração da Geórgia.


Em virtude da lei sobre os territórios ocupados, uma pessoa sozinha pode visitar as separatistas Abecásia e Ossétia do Sul com o consentimento de Tbilisi, capital da Geórgia.

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Em 1º de julho, Depardieu visitou Sukhumi, a capital da Abecásia, onde se reuniu com o líder separatista da região banhada pelo Mar Negro, Aleksandr Ankvab.

As autoridades georgianas fizeram esta declaração depois que na véspera Depardieu esteve no aeroporto de Tbilisi rumo a Baku.


Com relação a isso, o ministro da Justiça georgiano, Tea Tsulukiani, anunciou a abertura de uma investigação sobre a estadia de Depardieu, que, segundo versões preliminares, não chegou a atravessar a fronteira.

"Haverá uma reação. A lei é a mesma para todos", disse o ministro, que acrescentou que a Geórgia não adotará "decisões precipitadas".


Caso tivesse tomado essas decisões, o ator poderia ter sido detido, condenado a entre dois e quatro anos de prisão ou pagar uma multar de até US$ 6 mil (R$ 13 mil).

O Parlamento georgiano tem intenção de modificar essa lei para que aqueles que visitem os territórios separatistas sem permissão de Tbilisi sejam unicamente castigados com uma multa de US$ 250 (R$ 541).

Depardieu, que está recenseado na cidade de Saransk, capital da república russa da Mordóvia, cerca de 600 km a leste de Moscou, elogiou o presidente russo, Vladimir Putin, em várias ocasiões.

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