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Governador do Missouri não tolerará novos episódios de violência em Ferguson

Internacional|Do R7

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Washington, 11 nov (EFE).- O governador do Missouri (EUA), Jay Nixon, alertou nesta terça-feira que não vai tolerar novos episódios de violência na cidade de Ferguson após o anúncio da decisão do júri que investiga a morte do jovem afro-americano Michael Brown. Em entrevista coletiva, Nixon afirmou que vai transferir policiais de todo estado para Ferguson e manterá a Guarda Nacional preparada para conter qualquer ato de violência depois do anúncio da decisão, o que deve ocorrer até o final deste mês. "As pessoas têm o direito de expressar suas opiniões e suas queixas, mas não podem pôr em risco outros cidadãos ou suas propriedades. A violência não será tolerada", advertiu o governador, filiado ao Partido Democrata. Mais de mil policiais receberam cerca de 5 mil horas de treinamento para lidar com uma possível agitação civil após a decisão, segundo autoridades locais citadas pelo jornal "Los Angeles Times". Michael Brown, de 18 anos, foi morto pelo policial branco Darren Wilson. O incidente, ocorrido em 9 de agosto, causou uma onda de protestos e indignação em Ferguson, uma cidade com tensões raciais latentes. Em 20 de agosto, um júri composto por 12 pessoas começou a analisar as provas obtidas pela Promotoria do Condado de Saint Louis sobre a morte de Brown, a fim de determinar se há razão para julgar Wilson, afastado temporariamente da polícia. Muitos ativistas temem que o júri descarte todas as acusações contra Wilson, não convocando um julgamento. Nesse caso, a coalizão "Don't Shoot" (Não disparem), que reúne mais de 50 organizações, planeja convocar protestos pacíficos em Fergunson. Além disso, vários fóruns estão sendo organizados em comunidades da cidade para ensinar aos cidadãos seus direitos básicos caso sejam detidos em um protesto, fato recorrente durante as manifestações de agosto. Vários meios de comunicação americanos publicaram informações sobre a investigação. Eles indicam que algumas testemunhas prestaram depoimentos que apoiam a versão de Wilson, que disse ter disparado em Brown para se defender. Segundo a polícia, Brown brigou com Wilson dentro de sua própria viatura, arrancando sua arma. A família do jovem e outras pessoas afirmam que ele estava desarmado e rendido quando o agente disparou. EFE llb/lvl

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