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Governo alemão estuda possibilidade de interrogar Snowden em Moscou

Internacional|Do R7

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Berlim, 6 nov (EFE).- O Governo alemão se comprometeu nesta quarta-feira a estudar a possibilidade de ouvir o depoimento em Moscou do ex-técnico da Agência Nacional de Segurança (NSA) americano Edward Snowden, para conhecer os detalhes do programa de espionagem de seu país em território germânico. Após a conclusão da reunião da comissão parlamentar de segredos oficiais que foi realizada hoje em sessão extraordinária para analisar as atividades da NSA, o ministro do Interior alemão interino, Hans-Peter Friedrich, descartou de novo a possibilidade de oferecer asilo a Snowden na Alemanha. O Executivo de Angela Merkel acrescentou que estudará sob quais condições a Alemanha pode interrogar Snowden na Rússia, onde conseguiu uma permissão temporário de asilo. O presidente da comissão de segredos oficiais do Bundestag (câmara baixa), o social-democrata Thomas Oppermann, ressaltou em declarações aos meios de comunicação a importância de poder ouvir as declarações do técnico americano sem que isso complique a já difícil situação na qual se encontra. "Não podemos convidá-lo para vir à Alemanha sem ter a segurança de que não será extraditado (aos Estados Unidos)", acrescentou. O compromisso alcançado na comissão não satisfez, no entanto, o deputado dos Verdes Hans Christian Ströbele, que se reuniu na semana passada em Moscou com Snowden e recebeu deste a oferta de colaborar com as autoridades alemãs. Em sua opinião, é possível acolher Snowden na Alemanha, não extraditá-lo e garantir sua segurança. "Só é preciso querer realmente", manifestou Ströbele, que considerou que enviar uma delegação a Moscou não é a melhor solução, entre outras coisas porque o interrogatório deveria contar com o sinal verde das autoridades russas. Perante a comissão de segredos oficiais compareceram hoje os presidentes dos serviços secretos alemães de exterior e interior, Gerhard Schindler e Hans-Georg Maaßem, que visitaram no domingo a Casa Branca para obter informação da administração de Barack Obama. "Não sei nada mais do que sabia antes", assinalou o cético Ströbele aos jornalistas após a concluisão da sessão. EFE nl/ff

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