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Governo classifica de "inaceitável" o ocorrido com senadores na Venezuela

Internacional|Do R7

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Brasília, 18 jun (EFE).- O governo brasileiro lamentou por meio de uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores os incidentes ocorridos nesta quinta-feira durante uma visita de senadores à Venezuela e afirmou que "são inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros". A missão parlamentar, liderada pelo senador tucano Aécio Neves, pretendia visitar alguns dos líderes da oposição venezuelana que estão presos, mas não conseguiu chegar a Caracas, pois a estrada que liga o aeroporto de Maiquetía à capital estava bloqueada. Além disso, a van que transferia os parlamentares foi alvo de um bloqueio por parte de manifestantes simpáticos ao governo de Nicolás Maduro que, além de impedir a passagem do veículo, chegaram a bater nos vidros de forma ameaçadora, como foi possível constatar em vídeos divulgados pelos senadores. Na nota, o Itamaraty assegurou que a missão parlamentar teve apoio oficial, já que viajou para a Venezuela em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), assim como recebeu assistência permanente pela embaixada do país em Caracas. "Por intermédio da Embaixada do Brasil, o Governo brasileiro solicitou e recebeu do Governo venezuelano a garantia de custódia policial para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito", diz o comunicado. O Itamaraty acrescentou que, "à luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o Governo brasileiro solicitará ao Governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido". Os incidentes em Caracas repercutiram hoje no Congresso Nacional e a Câmara dos Deputados aprovou de urgência uma moção de censura contra o governo de Nicolás Maduro. Até o Partido dos Trabalhadores (PT), que tem relações de amizade com Maduro e o chavismo, criticou o ocorrido com os parlamentares. O líder do PT na Câmara, José Guimarães, declarou no plenário que o Brasil não vai "aceitar qualquer ação do governo da Venezuela que possa comprometer o direito de ir e vir dos líderes da oposição que estão na Venezuela". Por sua vez, o presidente do Senado, Renan Calheiros, condenou também a "hostilidade" e a "intolerância" com que o grupo de parlamentares foi recebido na Venezuela. Em uma nota oficial, Renan disse que "repudia e abomina" esses eventos e afirmou que "as democracias verdadeiras não admitem conviver com as manifestações incivilizadas e medievais. Elas precisam ser combatidas energicamente para que não se reproduzam". Antes de partir rumo a Caracas, Aécio Neves afirmou que os senadores pretendiam levar sua "solidariedade aos presos políticos" venezuelanos. "É uma missão política e, talvez, diplomática. Estamos fazendo o que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo: defender as liberdades, a democracia, a libertação dos presos políticos e a realização de eleições livres na Venezuela", disse Aécio em um vídeo publicado em sua conta em uma rede social. No entanto, diante da impossibilidade de chegar a Caracas, a missão foi cancelada e os senadores decidiram voltar ao Brasil. EFE ed/rpr

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