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Governo colombiano e Farc concluem primeira rodada de diálogo

Seis de doze páginas do relatório tratam da reforma rural; haverá novo diálogo no dia 1º de julho

Internacional|Do R7

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O governo da Colômbia e a guerrilha das Farc concluíram na sexta-feira (21), em Havana, sua décima rodada de conversações de paz com a publicação do primeiro relatório sobre o processo, no qual detalham o acordo sobre o tema agrário.

"O governo considera que esta Reforma Rural Integral (acertada em 26 de maio) deve contribuir para reverter os efeitos nocivos do conflito e as Farc consideram que deve contribuir para solucionar as causas históricas do conflito", destaca um comunicado conjunto.


As delegações do governo e das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que discutem agora o segundo ponto da agenda sobre participação política, destacaram que "os acordos que estamos construindo permanecem condicionados a que cheguemos a um acordo sobre a totalidade da agenda".

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As partes também anunciaram que voltarão à mesa de diálogo no dia 1º de julho. O chefe negociador da guerrilha, Iván Márquez, explicou em entrevista coletiva que houve avanços.


— Avançamos em trechos muito importantes na construção de um acordo em torno do primeiro ponto da agenda, que é o tema agrário [...] conseguimos construir 25 páginas de acordos, com algumas ressalvas.

Consultado sobre o período de discussão do segundo tema da agenda (o primeiro exigiu seis meses), Márquez disse que "o importante é trabalhar com dedicação".


Seis das doze páginas do relatório são dedicadas à reforma rural, que inclui, entre outros pontos, um ambicioso programa de distribuição e legalização de terras, atualização de cadastro, proteção das zonas rurais e implementação de planos nacionais para reduzir a pobreza e a desigualdade mediante obras de infra-estrutura.

A agenda das conversações, que começaram em novembro, também inclui drogas ilícitas, abandono das armas e indenização das vítimas do conflito armado de quase meio século.

A delegação do governo, liderada por Humberto de la Calle, não formulou declarações à imprensa.

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