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Governo do Burundi adia eleições presidenciais

Internacional|Do R7

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Bujumbura, 10 jul (EFE).- O governo do Burundi anunciou nesta sexta-feira um adiamento sem data das eleições presidenciais, convocadas para a próxima quarta-feira, dia 15 de julho. O Executivo de Pierre Nkurunziza assegurou ter adotado esta medida em resposta ao pedido dos chefes de Estado da Comunidade da África Oriental (EAC), que na segunda-feira passada solicitaram que o pleito fosse adiado para 30 de julho. O porta-voz do governo, Felipe Nzobonariba, manifestou nesta sexta-feira que a data proposta pela EAC é "inviável", já que por lei o presidente tem que ser eleito pelo menos um mês antes da posse, prevista para o dia 26 de agosto. O governo afirmou que fixará uma nova data para realizar as eleições "em breve" e pediu aos cidadãos que "mantenham a calma e a serenidade" em referência à onda de violência vivida no país desde que Nkurunziza anunciou a intenção de modificar a Constituição para aspirar a um terceiro mandato. O Executivo burundinês, que equipara os protestos com ataques terroristas, assegurou que há um grupo interessado em interromper e fazer fracassar o processo eleitoral, por isso que advertiu que não poupará esforços para sua detenção. Da mesma forma que os chefes de Estado da AEC, mediadores das Nações Unidas e a União Africana também tinham pedido o adiamento do pleito. Desde que o presidente Nkurunziza anunciou sua candidatura, dezenas de pessoas morreram, e cerca de 100 mil fugiram por medo à repressão política e buscaram refúgio em Ruanda, Tanzânia e a República Democrática do Congo, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). EFE em/ff

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