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Governo do Egito suspenderá imãs que incitem violência contra Exército

Internacional|Do R7

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Cairo, 19 ago (EFE).- O governo do Egito anunciou nesta segunda-feira que suspenderá imediatamente de suas funções qualquer imã que utilize as mesquitas para incitar a violência contra o Exército, a polícia e as instituições do Estado. Em um breve comunicado, o Ministério do Auqaf (Assuntos Religiosos) ressaltou que nas mesquitas e nos sermões dos clérigos pode haver "a misericórdia e o perdão, mas não a violência e o terrorismo". A medida pretende evitar que os imãs simpatizantes da Irmandade Muçulmana continuem em seus postos e incentivem, durante as orações, que a as pessoas se posicionem contra a repressão das forças de segurança egípcias aos protestos dos seguidores do presidente deposto Mohammed Mursi. Por outro lado, o mufti do Egito, a autoridade máxima do islã no país, Shauqi Alam, condenou hoje a violência e alertou o povo que "qualquer conflito civil só favorecerá aos inimigos da pátria". "Expressamos nossa condenação total da violência e do terrorismo, em todas as suas formas, que são categoricamente proibidas pelo islã", assegurou Alam em discurso na televisão. O mufti pediu aos egípcios que protejam as instituições do Estado e considerou que o porte de armas durante os protestos não é permitido pela religião. O líder religioso exigiu que os serviços de segurança apliquem as leis e levem os que não as respeitam para os tribunais. O Egito está imerso em uma onda de violência que deixou cerca de 900 mortos desde a última quarta-feira, quando a polícia desmantelou dois acampamentos no Cairo de manifestantes islamitas que reivindicam o retorno de Mursi ao poder. EFE ms-mv/rpr

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