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Governo e Farc adiam reinício do diálogo para 3ª semana de abril

Internacional|Do R7

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Havana, 30 mar (EFE).- As delegações de paz do governo e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram neste sábado que adiarão até o fim de abril o reinício em Cuba da mesa de negociações que estava previsto para o próximo dia 2, e, enquanto isso, trabalharão "separadamente" nos temas pendentes do problema agrário. "Depois de uma série de reuniões nos dias de Semana Santa, as delegações do Governo Nacional e das Farc-EP concordaram em retomar as conversas na terceira semana de abril", indicou um comunicado conjunto do governo e da guerrilha divulgado neste sábado. A declaração detalha que "as delegações dedicarão a primeira quinzena de abril a trabalhar separadamente nos subtemas que surgiram do primeiro ponto (desenvolvimento agrário integral)" da agenda pactuada para os diálogos de paz. Além disso, realizarão "consultas com a Universidade Nacional e as Nações Unidas no dia 5 de abril para a preparação do fórum sobre participação política que será realizado nos dias 28, 29 e 30 de abril em Bogotá". O novo calendário tem o propósito de "concluir o trabalho sobre os pontos da agenda de maneira expedita e no menor tempo possível, como pactuaram no Acordo Geral do último mês de agosto". "Durante este tempo as equipes técnicas das duas delegações continuarão seu trabalho conjunto. A Mesa retomará seu ciclo normal na terceira semana de abril", acrescentou o comunicado. Os negociadores do governo de Juan Manuel Santos e das Farc iniciaram os diálogos de paz em Havana em novembro de 2012 para pôr fim a um conflito armado que já dura mais de 50 anos. No último dia 21 de março as partes concluíram o sétimo ciclo das conversas e anunciaram que no dia 2 de abril abririam uma nova fase para continuar o debate sobre o tema agrário, sobre o qual manifestaram "avanços" e "desacordos". O conflito rural é a origem do confronto armado e é considerado o mais complexo dos seis pontos pactuados na agenda. O próximo tema de discussão no processo será a participação política, e para isso o governo e as Farc solicitaram a organização de um fórum na Colômbia que abra o debate social sobre esse tema como foi feito em dezembro com o da terra. Os outros pontos previstos no diálogo são o fim do conflito armado, o problema do narcotráfico, o atendimento às vítimas e a verificação e referendação do pactuado na mesa. EFE arj/rsd

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