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Governo egípcio declara Irmandade Muçulmana "grupo terrorista"

Internacional|Do R7

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(Acrescenta a proibição de protestos e acusações por ataque). Cairo, 25 dez (EFE).- O Conselho de Ministros do Egito declarou nesta quarta-feira a Irmandade Muçulmana como "grupo e organização terrorista", informou o vice-primeiro-ministro e titular da pasta de Ensino Superior, Hosam Issa, segundo a agência estatal de notícias "Mena". Ontem, um ataque suicida contra um prédio da polícia na cidade de Mansura, no delta do Nilo, deixou 16 mortos e 134 feridos. No texto da resolução, o Executivo elevou de 13 para 16 o número de mortos no atentado. E acusou diretamente a Irmandade Muçulmana de ser responsável pelo ataque, apesar da confraria ter negado qualquer vínculo com essa ação, reivindicada hoje pelo grupo jihadista Ansar Beit al Maqdis (Seguidores da Casa de Jerusalém). A declaração da confraria como grupo terrorista se baseia no artigo 86 do Código Penal egípcio, que estipula as penas para os que atentam contra o Estado. Desta forma, Egito aplicará as sanções estipuladas pela lei contra o terrorismo contra qualquer um que participar das atividades do grupo, as financiem ou façam propaganda a favor em qualquer meio. Também punirá quem se unir ao grupo ou continuar vinculado a ele a partir de agora, alertou Issa. A decisão será avisada aos países que assinaram um acordo de luta antiterrorista em 1998. As Forças Armadas e a polícia deverão proteger as instalações públicas, enquanto as forças de segurança serão as encarregadas de vigiar as universidades e "garantir a segurança dos estudantes contra o terrorismo do grupo". Já o ministro egípcio da Solidariedade Social, Ahmed al Borai, disse que todas as atividades da Irmandade passam a estar proibidas, inclusive suas manifestações, e explicou que haverá forças policiais nas universidades para protegê-las e permitir que se realizem sem incidentes os exames. O Ministério de Solidariedade Social, apontou, congelou os fundos de 1.130 associações vinculadas à Irmandade Muçulmana , que continuarão seu trabalho sob o controle do governo para não prejudicar os cidadãos beneficiados com seus serviços. Borai também especificou que o Ministério delegou técnicos para supervisionar o ensino em 137 institutos que dependiam da Irmandade. A Irmandade Muçulmana e grupos afins convocaram nos últimos meses vários protestos nas universidades contra o golpe militar que destituiu o presidente islamita Mohammed Mursi em 3 de julho, várias dos quais derivaram em distúrbios. Desde julho, as autoridades reprimiram as manifestações dos islamitas e prenderam seus principais líderes, acusados de incitar à violência e de outros crimes. EFE ms-bds/cd

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