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Governo português reage a protestos populares após novo incidente

Ministro não pôde discursar devido aos gritos e insultos de estudantes

Internacional|Do R7

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O governo português advertiu nesta quarta-feira (20) que "não se deixará condicionar" por protestos populares, após um novo incidente sofrido por um ministro, que não pôde pronunciar um discurso devido aos gritos e insultos de dezenas de estudantes.

Durante os 20 meses em que o governo conservador está no poder, as medidas de austeridade provocaram várias greves, manifestações e atos de boicote aos discursos públicos de ministros, interrompidos nos últimos dias com a canção que iniciou a Revolução dos Cravos.


Um comunicado do escritório do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho expressou o repúdio do Executivo às "circunstâncias anômalas" que forçaram a suspensão de um discurso do ministro adjunto e de Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, em uma conferência sobre jornalismo organizada pela emissora local TVI.

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Dezenas de estudantes que gritavam palavras de ordem contra os cortes orçamentários no ensino e pediam a renúncia do governo cercaram o ministro, que teve de deixar o local protegido por seus seguranças.

Essas manifestações merecem o repúdio de quem defende "as liberdades individuais e o respeito às regras democráticas", afirma a nota, que expressa a determinação do governo em "não se deixar condicionar nunca por ações semelhantes no exercício constitucional de suas funções".


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Relvas também foi interrompido na noite de segunda-feira em um ato em Vila Nova de Gaia, no norte do país, por um grupo de manifestantes que entoou a "Grândola, Vila Morena", a canção adotada pelos militares revolucionários quando se alçaram contra a ditadura portuguesa em 25 de Abril de 1974.


Na semana passada, um discurso de Passos Coelho no Parlamento também foi interrompido quando o público que assistia à sessão começou a cantar a mesma música, considerada um símbolo da luta dos portugueses contra a opressão. 

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