Governo promoverá medidas para organizar imigração de haitianos
Internacional|Do R7
Brasília, 30 abr (EFE).- O governo anunciou nesta quarta-feira novas medidas para tentar colocar em ordem a chegada de haitianos ao país, mediante estímulos a sua legalização e uma maior oferta de empregos e acesso à saúde e educação públicas. "Vamos ter um novo de tipo de organização para a entrada dos haitianos, a fim de atendê-los melhor e evitar os 'coiotes'", como são conhecidas as máfias que traficam imigrantes, declarou aos jornalistas o chanceler Luiz Alberto Figueiredo depois de se reunir com outras autoridades do governo para analisar a situação. Os haitianos começaram a chegar em massa ao Brasil em 2010, após o devastador terremoto que arrasou essa nação antilhana. Nas últimas semanas, cerca de 800 haitianos foram transferidos desde o estado amazônico do Acre, por onde ingressam ao país, para cidade de São Paulo, que não havia preparado um espaço para alojá-los, por isso que centenas deles foram amparados em uma igreja em condições caóticas. De acordo com os dados oficiais, o Brasil outorga cerca de mil vistos por mês aos imigrantes haitianos, mas mesmo assim, segundo disse hoje o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, atualmente em torno de 900 estão no país em situação irregular. Figueiredo explicou que o governo irá promover sua decisão de acolher novos imigrantes, mas que também tentará pôr ordem no processo, de modo que cheguem com seus correspondentes vistos, que poderão tramitar na embaixada brasileira em Porto Príncipe ou em consulados situados em outros países. O chanceler explicou que o número de vistos outorgados aos haitianos duplicou nos últimos anos e insistiu que o governo brasileiro deseja "ajudar os que chegam, mas de uma maneira normal, pelos aeroportos e portos do país, pelas fronteiras, mas não de forma precária, pelas mãos de delinquentes". Figueiredo disse que, entre as novas medidas, será incluída uma análise do perfil laboral dos imigrantes, a fim de ajudar em sua inserção no mercado de trabalho, assim como um amplo e rápido acesso aos serviços públicos de saúde e educação. EFE ed/ff










