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Governo sírio e rebeldes trocam acusações sobre ataque químico que deixou 25 mortos em Aleppo

Segundo governo, densa fumaça causou desmaios: 25 civis morreram e cem pessoas se feriram

Internacional|Do R7

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Homem ferido em suposto ataque químico recebe atendimento médico na terça-feira (19) em hospital de Aleppo
Homem ferido em suposto ataque químico recebe atendimento médico na terça-feira (19) em hospital de Aleppo

O governo do presidente sírio Bashar al Assad enviou duas cartas à ONU nas quais acusa os rebeldes de um ataque com armas químicas em Aleppo, na terça-feira (19), enquanto a opositora Coalizão Nacional Síria (CNFROS) pediu nesta quarta-feira (20) uma investigação internacional sobre essas agressões que, segundo sustenta, foram cometidas pelo regime.

A agência de notícias síria Sana, vinculada ao governo, informou que o Ministério das Relações Exteriores enviou duas mensagens ao Conselho de Segurança e à Secretaria-Geral da ONU para explicar que "terroristas armados do norte da Síria lançaram um míssil às 7h30 (hora local) contra a área de Khan al Asal, em Aleppo".


Segundo o regime, quando o projétil explodiu, foi criada uma densa fumaça que causou desmaios entre os cidadãos que respiraram esses gases e que matou 25 civis e deixou outros cem feridos, entre eles alguns soldados.

Damasco alertou que grupos como o radical Frente al Nusra poderiam ter em suas mãos armas químicas depois que esta organização tomou o controle de uma fábrica privada no leste de Aleppo, onde era armazenado cloro.


OMS não tem evidências sobre uso de armas químicas na Síria

Israel diz que aparentemente foram usadas armas químicas na Síria


O Ministério acrescentou que existem vídeos na internet que mostram como se fabricam gases venenosos com materiais químicos recebidos pela Frente al Nusra desde um laboratório turco.

Ontem, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, negou que seu país tenha entregado armas químicas para os rebeldes sírios dizendo que seria impossível fazer isso porque no país não há este tipo de material.


Por sua vez, a Coalizão Nacional Síria (CNFROS), o principal grupo opositor, acusou nesta quarta o regime de Damasco pelo ataque em Khan al Asal e de outro similar com armas químicas em Ataiba, na periferia de Damasco.

Em comunicado, a CNFROS afirmou que pelo menos 19 civis morreram e 69 ficaram feridos nessas duas povoações e solicitou que investigadores internacionais realizem pesquisas no terreno.

Nesse sentido, ressaltou a disposição do regime eleito pela oposição, que ainda não foi constituído embora já tenha sido eleito um primeiro-ministro, de "receber esta delegação em território sírio e garantir sua segurança e passagem pelos lugares afetados".

A CNFROS afirmou ainda que, apesar da proibição do uso de armas químicas, "as provas indicam agora que o regime de Assad as emprega contra seu próprio povo. Os testemunhos e imagens demonstram que esses armamentos proibidos foram utilizados em um crime contra a humanidade".

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), outra ONG síria, mas com sede no Reino Unido, confirmou um disparo de míssil terra-terra contra o Exército na cidade de Khan al Assal, mas não acredita que estivesse carregado de material não convencional.

OMS nega ataque

A Organização Mundial de Saúde (OMS), organismo das Nações Unidas, declarou hoje não ter evidências de que armas químicas estejam sendo usadas na Síria "ou qualquer outro agente químico", como destacou o porta-voz da organização, Tarik Jasarevic.

O governo da Grã-Bretanha anunciou ontem que o uso de armas químicas no país, se confirmado, vai provocar uma "resposta enérgica" da comunidade internacional.

Os Estados Unidos também expressaram "preocupação" com o ataque. "O uso de armas químicas na Síria é absolutamente inaceitável", declarou o porta-voz do governo dos Estados Unidos, Jay Carney.

Israel também endossou as ameaças estrangeiras sobre Damasco. Hoje, o ministro israelense da Inteligência e Assuntos Estratégicos, Yuval Steinitz, declarou que os rebeldes ou o regime sírio aparentemente usaram armas químicas.

— Aparentemente está claro que foram usadas armas químicas contra os cidadãos por parte dos rebeldes ou do governo. É algo muito preocupante para nós e temos de nos ocupar disso urgentemente.

A informação não pôde ser confirmada por fontes independentes em razão da proibição do regime de Assad à atuação de jornalistas estrangeiros.

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