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Grã-Bretanha admite retardar ação militar na Síria

Internacional|Do R7

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LONDRES, 28 Ago (Reuters) - A Grã-Bretanha reviu sua posição na quarta-feira, ao dizer que o Conselho de Segurança da ONU deve examinar as conclusões de inspetores presentes na Síria antes de autorizar uma ação militar contra o governo de Bashar al Assad.

Antes, o governo britânico evitava comentar a conveniência de esperar o relatório dos inspetores sobre o suposto uso de armas químicas em um ataque contra subúrbios de Damasco, na semana passada.


A Grã-Bretanha também vinha dizendo que bastaria uma votação do seu Parlamento, na quinta-feira, para autorizar a ação militar. Agora, o governo admite submeter o assunto a duas votações.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vinha pedindo mais tempo para que os inspetores concluam seu trabalho na Síria, e a Rússia - principal aliada de Assad no cenário internacional - disse que seria prematuro votar uma resolução no Conselho.


No âmbito doméstico, Ed Miliband, líder da oposição trabalhista, havia deixado claro que seu partido desejava uma prova incontestável sobre o uso de armas químicas por parte de Assad, além da repetição da votação parlamentar.

"O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve ter a oportunidade de considerar imediatamente esse relatório (dos inspetores), e (...) todos os esforços devem ser feitos para garantir uma Resolução do Conselho de Segurança apoiando uma ação militar antes que tal ação seja tomada", diz o texto da moção governamental a ser debatida na quinta-feira no Parlamento.

(Reportagem de Costas Pitas e Andrew Osborn)

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