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Grã-Bretanha pagará à francesa Veolia para destruir arsenal químico sírio

Internacional|Do R7

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Por Benjamin Mallet e Andrew Osborn

PARIS/LONDRES, 16 Jan (Reuters) - O governo britânico afirmou nesta quinta-feira que pagará para a francesa Veolia Environnement incinerar 150 toneladas de precursores de gases venenosos sírios no norte da Inglaterra, o primeiro negócio com uma empresa privada para ajudar a eliminar o programa de armas químicas da Síria no Reino Unido.


Diante da ameaça de ataques aéreos dos Estados Unidos, o governo de Bashar al-Assad prometeu desmantelar o seu arsenal químico, dizendo à Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) que tinha 1.300 toneladas de tais armas.

Potências internacionais tiveram dificuldade para encontrar países dispostos a destruir os produtos químicos. Os mais tóxicos serão os primeiros a serem processados ​​a bordo de um navio dos EUA. Precursores químicos menos perigosos devem ser destruídos comercialmente em instalações industriais.


Em dezembro, a Grã-Bretanha concordou em destruir parte do arsenal de armas químicas da Síria e a escoltar navios escandinavos que transportam a carga tóxica.

Os produtos químicos de grau industrial, que são do tipo daqueles usados rotineiramente na indústria farmacêutica, serão processados ​​na fábrica da Veolia que faz incineração em alta temperatura em Ellesmere Port, perto de Liverpool, na costa oeste do norte da Inglaterra.


"Foi acordado que a Veolia vai facilitar a destruição deste material sob um contrato existente com o Ministério da Defesa", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha.

A vice-presidente-executiva da Veolia para o Reino Unido e norte da Europa, Estelle Brachlianoff, confirmou que sua empresa assumirá a operação.


"Vamos continuar a trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Defesa e as autoridades competentes do Reino Unido para garantir a destruição segura desses produtos químicos", disse ela em comunicado.

Nenhuma das partes revelou o valor do contrato.

(Reportagem de Benjamin Mallet e Andrew Osborn)

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