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Greve paralisa serviço de metrô em Lisboa

Funcionários protestam contra a intenção do governo português de privatizar o serviço

Internacional|Do R7

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Operação do metrô deverá ser normalizada a partir da manhã desta sexta-feira
Operação do metrô deverá ser normalizada a partir da manhã desta sexta-feira

A greve no metrô de Lisboa convocada nesta quinta-feira (25) pelos sindicatos deixou os habitantes sem o serviço na capital lusitana desde meia-noite, com todas as estações fechadas e vagões estacionados.

Em comunicado, a empresa que administra o metrô informou a paralisação completa devido à incapacidade de realizar o serviço, e revelou que a operação deverá ser normalizada a partir da manhã desta sexta-feira (26).


José Manuel Oliveira, porta-voz da Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), garantiu em declarações à Agência EFE que a adesão à greve de 24 horas foi "praticamente integral" por parte dos empregados do setor operacional.

Os funcionários da empresa protestam contra a intenção do governo de privatizar o serviço e a política de ajustes feita no setor público nos últimos anos.


"Há uma grave degradação do serviço, com falta de mais trabalhadores em algumas áreas, com deterioração das equipes por falta de investimento, com aumento de acidentes e redução da velocidade dos trens", detalhou Oliveira.

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Para o representante, essas condições no setor de transporte público "reduzem a qualidade e a segurança do serviço, além de provocar um aumento do tempo de espera".


O porta-voz sindical também relatou que os funcionários públicos sofreram cortes no salário, embora o preço do serviço continue a subir com o tempo.

A paralisação desta quinta-feira não foi tão impactante para a população quanto outras anteriores devido ao reforço na frota de ônibus da cidade.

Calcula-se que o metrô de Lisboa transporte cerca de 500 mil pessoas diariamente, segundo os cálculos da administradora.

O setor dos transportes é um dos que mais combatem as políticas de ajuste do governo português e protagonizou várias greves nos últimos meses.

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