Sem eleições, Nicarágua não pode seguir ‘como se nada tivesse acontecido’, diz Rubio
Secretário de Estado americano pediu que a comunidade internacional atue de forma coordenada contra o governo de Ortega
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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Os Estados Unidos elevaram a pressão diplomática e comercial sobre a Nicarágua, nesta terça-feira (21), após o presidente Daniel Ortega afirmar que o país não voltará a realizar eleições.
Em comunicado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, pediu que a comunidade internacional atue de forma coordenada contra o governo de Ortega e Rosario Murillo e defendeu que o regime não pode manter relações “como se nada tivesse acontecido” enquanto elimina princípios democráticos.
Rubio afirmou que a declaração de Ortega, de que a Nicarágua “nunca mais realizará eleições”, expõe a “verdadeira natureza autoritária” do governo.
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Segundo ele, Ortega e a copresidente Rosario Murillo “abandonaram até mesmo a pretensão de contar com o consentimento popular”.
O secretário reiterou que “o povo nicaraguense tem o direito de escolher seus próprios líderes por meio de eleições democráticas” e conclamou a comunidade internacional a unir esforços para demonstrar ao governo de Manágua que “não pode esperar manter negócios como de costume com outras nações” enquanto impede o funcionamento das bases democráticas no hemisfério.
A manifestação ocorre após Ortega anunciar, durante as celebrações do aniversário da Revolução Sandinista, que a Nicarágua não voltará a realizar eleições, frustrando a expectativa de um pleito presidencial em 2027 e aprofundando as críticas internacionais ao regime.
Os EUA não reconhecem a legitimidade da eleição de 2021, marcada pela prisão de opositores antes da votação, e mantêm sanções contra integrantes do governo nicaraguense.
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