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Hagel anuncia medidas para reduzir agressões sexuais nas Forças Armadas

Internacional|Do R7

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Washington, 7 mai (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, anunciou nesta terça-feira novas medidas para reduzir as agressões sexuais nas Forças Armadas do país, após saber que aumentaram cerca de 30% entre 2010 e 2012. Em entrevista coletiva, o chefe do Pentágono expressou sua "indignação e desgosto" perante as "preocupantes" acusações refletidas no relatório bienal do Pentágono divulgado hoje e que indica que o número de "contatos sexuais não desejados" estimados nas Forças Armadas subiu de 19.100 em 2010 a 26.000 em 2012. Hagel ressaltou que é necessário uma "mudança cultural" no Pentágono e, por isso, ordenará atualizar o plano estratégico de prevenção e resposta aos ataques sexuais do Departamento, e instruirá todos os serviços militares a "alinharem seus programas" com o mesmo. Também ordenará a todos os chefes de divisão que desenvolvam "métodos para que todos os comandantes militares prestem contas pelo estabelecimento de climas de comando baseados na dignidade e no respeito, e que incorporem a prevenção do ataque sexual e o cuidado às vítimas em seus comandos". O Departamento de Defesa também trabalhará para "melhorar a efetividade dos programas de prevenção e resposta, com o recrutamento de organizações que ajudem a assegurar a conscientização e a segurança dos novos membros de serviço", explicou. Hagel também acha necessário reduzir o estigma que sofrem os que sofreram assédios sexuais, para o que obrigará a "implementar métodos que melhorem o tratamento das vítimas por seus companheiros e cadeias de comando", levando em conta os testemunhos das próprias vítimas. Em quinto lugar, Hagel ordenou a cada uma das divisões completar, antes do dia 1º de julho, uma série de inspeções visuais de todos os locais de trabalho para "assegurar que promovem um ambiente de dignidade e respeito para todos os membros e estejam livres de materiais que criem um clima degradante ou ofensivo". O titular da Defesa também encarregou o advogado geral do Departamento a incorporar os direitos refletidos na Lei de Direitos de Vítimas do Crime "à prática da justiça militar". Estes dados foram divulgados um dia depois da divulgação da detenção do oficial das Forças Áreas encarregado de dirigir a Unidade de Resposta e Prevenção de Agressões Sexuais no corpo militar, o tenente-coronel Jeffrey Krusinski, por tentativa de agressão sexual em Arlingon (Virgínia). O presidente Barack Obama afirmou hoje que não haverá tolerância com os casos de assédios sexuais dentro das Forças Armadas do país. "É uma barbaridade e, se quem o realiza está dentro das Forças Armadas, então está traindo o uniforme", declarou Obama em entrevista coletiva conjunta com a chefe de Governo da Coreia do Sul, Park Geun-hye, depois de se reunir com ela na Casa Branca. "Não vamos tolerar isto. E haverá consequências", acrescentou ao comentar que seu governo fará todo o possível para tentar pôr fim a essas agressões dentro das Forças Armadas. EFE llb/rsd

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