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Hezbollah rejeita "discurso complacente" de Obama com Israel

Internacional|Do R7

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Beirute, 22 mar (EFE).- O grupo xiita libanês Hezbollah criticou nesta sexta-feira "o discurso complacente" do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com Israel e rejeitou sua chamada para que o mundo considere esta organização como terrorista. Em comunicado, o movimento considerou ironicamente que "o discurso complacente de Obama na entidade sionista (Israel) não teria sido correto sem atacar a Resistência (braço armado do Hezbollah)". Ontem, Obama fez um pedido para que o mundo considere o Hezbollah uma organização terrorista, em uma alocução perante 500 jovens israelenses em Jerusalém. "Todo país que avalie a justiça deve reconhecer o Hezbollah como o que realmente é, uma organização terrorista", afirmou Obama, que na quarta-feira iniciou uma visita pela região por Israel e Palestina, e que acabará na Jordânia, onde chegará na tarde desta sexta. O grupo xiita condenou categoricamente "as posturas americanas com relação aos projetos sionistas, o que transformam Washington em partícipe total dos crimes do inimigo". O Hezbollah assinalou que ditas posturas "mostram a inutilidade de apostar por iniciativas negociadoras e sublinham a correta opção da resistência". Em sua opinião, a visita do presidente dos Estados Unidos é a culminação de uma etapa de cooperação profunda e total com Israel, país o qual apoia "em suas políticas inimigas criminosas contra o direito dos palestinos e os povos da região". "As declarações de Obama não concedem nenhum peso aos Governo árabes e islâmicos e negam os direitos básicos do povo palestino, além de respaldar o projeto sionista na Palestina mediante uma tentativa de impor condições e ditados aos países árabes", acrescenta a nota. Com essa atitude, Hezbollah acredita que Washington quer que os estados árabes aceitem "a entidade inimiga como um estado netamente judeu". O EUA mantêm o Hezbollah em sua lista de organizações terroristas desde 1995, após uma série de ataques antiamericanos, como o bombardeio da embaixada dos EUA e o quartel dos Marines em Beirute na década dos 80. EFE ks-aj-ssa/ff

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