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Hillary Clinton inicia última semana como secretária de Estado

Internacional|Do R7

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Lucía Leal. Washington, 28 jan (EFE).- Hillary Clinton começou nesta segunda-feira sua última semana como secretária de Estado americana, um cargo que elevou sua popularidade e que deixa entre dúvidas sobre sua saúde e suas aspirações presidenciais. Apenas um mês após superar um traumatismo que a manteve internada vários dias, e usando grossos óculos para diminuir a visão dupla provocada por uma pancada na cabeça após uma queda, Hillary se prepara para deixar para trás a diplomacia, um trabalho que ela não esperava e que se transformou, até agora, no ponto culminante de sua carreira. "Esta foi a honra mais extraordinária possível", disse em entrevista conjunta com o presidente Barack Obama que o canal "CBS" transmitiu no domingo. "E vou sentir muitas saudades". Com uma popularidade que ronda 70% nas últimas enquetes e uma inegável boa imagem no exterior, Hillary é "a primeira secretária de Estado que também foi uma 'estrela do rock' mundial", disse hoje ao jornal "Los Angeles" Times um funcionário que pediu anonimato. "Isso lhe permitiu colocar assuntos na agenda mundial que ninguém antes dela foi capaz de fazer", assegurou. Os direitos das mulheres, da comunidade homossexual, a liberdade na internet e o desenvolvimento econômico foram algumas de suas causas como titular das Relações Exteriores, e com elas marcou uma clara diferença com seus antecessores, comentou à Agência Efe o analista Gordon Adams. "São causas muito pouco comuns para um secretário de Estado, mas importantes. A pergunta é se seguirão adiante sem ela, principalmente o papel da mulher, agora que haverá um homem (o senador John Kerry) no cargo", ponderou Adams, especialista em política externa da American University. Hillary foi "uma boa secretária de Estado", mas não uma chefe de diplomacia "histórica" ao estilo de Henry Kissinger (1973-77), considerou o analista. "Ao contrário de Kissinger, Hillary não deu forma realmente à política externa. Teve que lidar com uma Casa Branca que queria tomar as decisões estratégicas e ela as executou. Foi uma soldado muito boa", acrescentou Adams. Os assuntos mais preocupantes no plano internacional - o antagonismo com Irã e Coreia do Norte, a relação entre israelenses e palestinos e a instabilidade no mundo árabe e especialmente na Síria - não registraram nenhum avanço "significativo" sob sua gestão, o que limita de certo modo seu legado, lembrou. Seus 112 países visitados a transformam na chefe de diplomacia americana com percurso mais extenso da história, mas seu acidente em dezembro lhe obrigou a cancelar uma viagem e a deixou às portas de bater o recorde de milhas de sua antecessora, Condoleezza Rice. Essas longas excursões e seu estudo dos detalhes culturais de cada país que visitava demonstraram o carinho que tomou por um cargo que inicialmente pensou em recusar. O único plano para o futuro que revelou, descansar e dedicar-se a sua família, anuncia para muitos um claro prelúdio de uma corrida presidencial em 2016, algo sobre o que ela evitou pronunciar-se e no que alguns temem que pudesse interpor-se sua saúde. Em sua entrevista conjunta com Obama, Hillary reconheceu que ainda tem sequelas da queda e do coágulo de sangue que lhe provocou um traumatismo, mas que se sente "genial". EFE llb/rsd

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