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Hillary Clinton recruta ex-assessores de Obama para sua "inevitável" campanha

Internacional|Do R7

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Cristina García Casado. Washington, 21 fev (EFE).- Hillary Clinton começou a recrutar antigos assessores do presidente Barack Obama para sua provável campanha, em uma operação política cuidadosa a fim de evitar os erros que frustraram suas aspirações presidenciais em 2008. A campanha de Hillary Clinton para 2016 é o segredo mais mal guardado nos Estados Unidos. Não é oficial, mas é dado como certo que, salvo força maior, a ex-secretária de Estado concorrerá pela presidência nas primárias democratas menos disputadas em décadas. Nas últimas semanas vazaram os nomes que integrarão a chefia da campanha; uma explosiva combinação dos estrategistas mais fiéis aos Clinton e os assessores que ajudaram Obama a vencer a própria Hillary nas primárias de 2008. Entre as baixas na Casa Branca para unir-se à equipe de Hillary se destaca o nome de quem está já no comando da campanha: John Podesta, assessor de Obama e antigo chefe de gabinete no governo de Bill Clinton. Além de Podesta, outra das principais assessoras de Obama, a diretora de comunicações Jennifer Palmieri, deixou seu posto no início do mês para alistar-se nas fileiras de Hillary e exercer o mesmo papel que tinha no governo: diretora de comunicação. "Rodear-se de antigos assessores de Obama é o sinal de que Hillary está disposta a aprender com seus erros, e a melhor maneira de identificá-los e evitar cometê-los de novo é contratar as pessoas que te venceram", explicou à Agência Efe John Hudak, especialista em eleições do centro de estudos Brookings Institution. "Todos querem rodear-se de vencedores. O candidato quer estrategistas que tenham trabalhado em campanhas bem-sucedidas e estes estrategistas querem trabalhar para o candidato mais potente", acrescentou. Nesse sentido, Hillary tem tudo a seu favor para aglutinar o melhor talento de seu partido, dada sua posição de absoluta liderança na competição democrata, na qual ainda não há nenhum candidato confirmado e nenhum dos cogitados - como o ex-governador Martin O'Malley, o ex-senador Jim Webb ou a senadora Elisabeth Warren - parece ter possibilidades reais contra a ex-primeira-dama. "Certamente segue havendo tesões entre os que foram assessores de Obama e de Hillary em 2008, e trabalhar juntos será um desafio. Mas para os mais fiéis a Obama, ganhar estas eleições é vital para preservar o legado do presidente", opinou Hudak. O primeiro conflito explodiu na semana passada quando David Brock, um ativista leal a Hillary, renunciou da direção do Priorities USA, um dos comitês de ação política (Super PAC) que apoiam a candidatura da ex-secretária de Estado. Em sua carta de renúncia, Brock acusou este Super Pac, liderado por Jim Messina, diretor da campanha de reeleição de Obama em 2012, de repassar à imprensa histórias negativas sobre sua arrecadação de fundos. A polêmica que já rodeia esta campanha não oficial não termina aí. Hillary já recebeu as primeiras críticas por recrutar "os homens do presidente" para dirigir a campanha daquela que pode ser a primeira mulher à frente da Casa Branca. Nas primárias de 2008, quando Hillary não explorou a carta de ser mulher, oito dos principais assessores da candidata eram mulheres, assim como 12 de seus 20 estrategistas mais bem pagos. Nesta ocasião, à frente da campanha estão dois homens: Podesta como presidente e seu fiel assessor, Robby Mook, como diretor. E em postos principais, mais nomes masculinos ligados a Obama: Joel Beneson como chefe de estratégia, John Anzalone e David Binder como pesquisadores, e Jim Margolis em relações com a imprensa. Embora o complexo entrecruzado da campanha comece a ganhar forma, sua posição dominante entre os concorrentes democratas dá margem a Hillary Clinton para configurar uma sólida equipe antes de anunciar oficialmente sua candidatura. Na oposição o cenário é completamente oposto. A corrida republicana será uma das mais concorridas da história, com as duas alas do partido - o aparelho e os ultraconservadores do Tea Party - em uma dura batalha pela liderança. Um dos enfoques nos quais já trabalham os Super PAC que apoiam Hillary é a aproximação ao eleitorado latino, fundamental nas próximas eleições e tradicionalmente favorável ao Partido Democrata. "Os Clinton têm uma longa história de boas relações com os latinos e estamos trabalhando nessa mesma linha", declarou à Efe Martín Chávez, um dos principais assessores para a campanha entre os hispânicos do Super PAC Ready for Hillary. "Estamos tendo muito boas arrecadações de fundos entre latinos de Porto Rico, Miami, Los Angeles, Texas, San Francisco e DC", acrescentou. Quando ainda não há nenhum candidato oficial para as primárias dos grandes partidos e a mais de ano e meio das eleições, a "candidata inevitável" Hillary Clinton e sua "equipe à espera" preparam minuciosamente sua estratégia para manter a Casa Branca em mãos democratas e levar a primeira mulher à presidência do país. EFE cg/rsd

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