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Holandeses vão às urnas nesta quarta-feira e dão pontapé inicial em ano eleitoral chave para a Europa

Ao todo, 31 partidos disputam 150 cadeiras no Parlamento da Holanda 

Internacional|Do R7, com agências de notícias

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Cartaz mostra candidatos que disputam as eleições holandesas deste ano
Cartaz mostra candidatos que disputam as eleições holandesas deste ano

Os holandeses irão às urnas nesta quarta-feira (15) para escolher o novo governo do país, em uma votação que marca o pontapé inicial do calendário eleitoral de um ano-chave para a Europa. Partidos europeus tradicionais estão em declínio e emergem forças eurocéticas de extrema-direita.

Na Holanda, destaca-se o candidato Geert Wilders, 53 anos, do PVV (Partido para a Liberdade), que tem crescido nas pesquisas e baseia sua campanha numa agenda xenofóbica, anti-islâmica, protecionista e contra a UE (União Europeia).


Do outro lado, há o VVD (Partido Popular para a Liberdade e a Democracia), do atual primeiro-ministro, Mark Rutte, 50 anos, que prega a manutenção do status quo.

A última compilação de pesquisas da agência de notícias Reuters coloca o partido VVD na liderança com 16,2%, à frente dos 13,4% do PVV e dos 12,5% do conservador CDA (Democratas Cristãos).


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Dos 31 partidos que disputam pelas 150 cadeiras parlamentares, só 14 obteriam os votos suficientes para conseguir representação parlamentar, segundo as pesquisas, que antecipam que o próximo governo necessitará fazer uma coalizão com pelo menos quatro ou cinco partidos.

A questão mais imediata na Holanda, e que pode influenciar nos votos, é se a tensão com a Turquia irá favorecer Wilders ou o primeiro-ministro, Rutte, cujo gabinete proibiu ministros turcos de discursarem em eventos políticos em seu país.


O governo turco quer angariar apoio dos turcos holandeses para um referendo marcado para 16 de abril no qual pede a ampliação dos poderes do presidente Tayyip Erdogan.

A abordagem severa de Rutte em relação à Turquia é vista por muitos eleitores como parte de um esforço dos maiores partidos de apelar às preocupações relativas à imigração e dissuadi-los de votar em Wilders. 

O resultado da Holanda também poderá ter um forte impacto nas eleições da França (em abril) e da Alemanha (em setembro).

Nestes países, que, do mesmo modo que a Holanda, formam parte do núcleo fundador da UE, a direita xenófoba também tem conquistado um forte protagonismo impulsionado pela crise de refugiados, pelos recentes atentados islâmicos na Europa e pelas vitórias de Donald Trump nos Estados Unidos e do Brexit no Reino Unido.

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