Por Greg Lacour e Lenzy Krehbiel-BurtonCHARLOTTE, Carolina do Norte/TULSA, Oklahoma (Reuters) - Um homem negro que a polícia dos Estados Unidos matou em um estacionamento de Charlotte, no Estado norte-americano da Carolina do Norte, ignorou alertas para que largasse uma arma, disse o chefe de polícia da cidade nesta quarta-feira, horas depois de o incidente desencadear protestos violentos que feriram 16 policiais.Enquanto a violência ocorria em Charlotte, manifestantes em Tulsa, no Estado de Oklahoma, pediam a prisão de um policial da localidade que foi flagrado, em vídeos amplamente assistidos, matando a tiros um negro desarmado cujas mãos estavam plenamente à vista na ocasião.Os incidentes foram os mais recentes a despertar questionamentos a respeito do preconceito racial entre os agentes da lei nos Estados Unidos.A candidata presidencial democrata Hillary Clinton pediu o fim deste tipo de incidentes. Seu rival republicano, Donald Trump, questionou o que o policial de Tulsa estava pensando ao atirar em um homem que ele disse não parecer representar nenhuma ameaça iminente.Investigações criminais foram iniciadas nas duas cidades após as mortes, e o Departamento de Justiça dos EUA começou a realizar um inquérito separado sobre o incidente de Oklahoma para saber se o uso de força por parte do policial equivale a uma violação de direitos civis.Na terça-feira, um policial negro de Charlotte-Mecklenburg matou Keith Scott, de 43 anos, que havia sido visto entrando em um veículo com uma arma, disse o chefe de polícia local, Kerr Putney, em uma coletiva de imprensa. Scott foi cercado pela polícia e baleado depois de sair do carro e desobedecer às instruções dos policiais para largar a arma, explicou Putney. "Ele saiu, representando uma ameaça aos policiais, e subsequentemente o policial Brentley Vinson disparou sua arma, atingindo o sujeito em questão", afirmou Putney, acrescentando que a polícia agiu heroicamente na tentativa de conter as manifestações que se seguiram.A família de Scott disse que ele estava lendo no carro e que estava desarmado, enquanto Putney disse que a polícia recuperou uma arma de mão que, segundo os policiais, ele estava segurando.(Reportagem adicional de Colleen Jenkins em Nova York)