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Homens que violaram jovem na Índia começarão a ser julgados 

O julgamento acontecerá pela "via rápida" e haverá audiências

Internacional|Do R7

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A polícia apresentará a corte um relatório de mil páginas contra os acusados de estuprar e torturar jovem em um ônibus em Nova Déli
A polícia apresentará a corte um relatório de mil páginas contra os acusados de estuprar e torturar jovem em um ônibus em Nova Déli

O julgamento dos cinco homens adultos (o sexto envolvido é menor de idade) que torturaram e estupraram uma jovem de 23 anos em um ônibus de Nova Déli, começará nesta quinta-feira (3) em um tribunal do sul da capital indiana, segundo informaram veículos de imprensa locais.

A polícia apresentará ao juiz da corte metropolitana de Saket um relatório de mil páginas contra os acusados — que não irão à primeira sessão do julgamento — e ao qual irão 30 testemunhas, de acordo com o canal de TV local NDTV.


A jovem violentada e torturada, que havia sido transferida há uma semana ao hospital de Cingapura, onde morreu em 29 de dezembro, apresentava, segundo o último boletim médico, "infecção nos pulmões e no abdômen, e uma lesão cerebral grande".

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O julgamento acontecerá pela "via rápida" e haverá audiências diárias, disse ao jornal The Hindu o presidente do Tribunal Supremo da Índia, Altamas Kabir, que acrescentou que constituirão quatro tribunais mais para julgar casos de violência sexual.


"Os manifestantes pediram que os acusados não fossem julgados e que fossem entregues ao povo para ter a punição merecida ou executados, mas não deveríamos deixar de fazer um julgamento justo por querer fazer um julgamento rápido", afirmou Kabir.

Desde a violação da jovem no dia 16, a Índia viveu uma onda de protestos inéditos, alguns violentos, como os que deixaram em Nova Délhi 143 feridos e um morto na praça da Porta da Índia há dez dias.


O Escritório Nacional de Registro de Crimes revelou em 2011 que cada 20 minutos uma mulher é estuprada na Índia, mas que em só um a cada quatro casos o estuprador é condenado, devido, segundo os analistas, à "corrupção" no corpo policial.

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