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HRW pede para Israel cessar transferência de beduínos na Cisjordânia

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 26 set (EFE).- A organização Human Rights Watch (HRW) pediu às autoridades israelenses cessarem suas ações em uma comunidade beduína da Cisjordânia, as quais aparentemente possuem o objetivo de deslocar a população sem justificativa jurídica, um ato que, assim como lembrou a ONG nesta quinta-feira, é um crime de guerra. Em comunicado, a HRW afirmou que o Exército israelense destruiu todas as casas dessa comunidade neste mês e, inclusive, bloqueou quatro tentativas de grupos humanitários que pretendiam fornecer ajuda aos deslocados, empregando o uso da força contra residentes, trabalhadores humanitários e diplomatas estrangeiros. "O Exército israelense deve pôr fim às tentativas injustificáveis de movimentar uma comunidade enraizada durante décadas", ressaltou Joe Stork, diretor para Oriente Médio da organização, sediada em Nova York. A nota da HRW denuncia que "as forças israelenses não só agrediram os diplomatas como também demoliram cada edifício em Makhul e ordenaram que seus residentes deixassem o local para nunca mais voltarem". A organização se refere à demolição dos imóveis dessa aldeia beduína situada no vale do Jordão no último dia 16 de setembro, uma ação que deixou centena de moradores locais sem casa. Os diplomatas atacados eram franceses que pretendiam levar assistência humanitária aos desabrigados pelo despejo forçado. Além disso, outros diplomatas da Austrália, Brasil, França, Grécia, Irlanda, Espanha, Suécia, Reino Unido, da União Europeia (UE) e representantes do Escritório Humanitário da Comunidade Europeia visitaram a região para conhecer a situação de seus residentes e expressar sua solidariedade. Na última terça-feira, a Suprema Corte de Israel emitiu uma ordem judicial temporária que impede o Exército "deslocar (os residentes) e demolir as estruturas da aldeia", a não ser que "respondam a necessidades militares iminentes e a claras considerações operativas em matéria de segurança". A sentença concede às autoridades israelenses o direito de demonstrar uma causa legal que justifique a demolição das estruturas na comunidade beduína até o próximo dia 8 de outubro. De acordo a HRW, o Exército israelense, além de cessar a demolição das casas na aldeia, também deve permitir a assistência humanitária aos moradores, além de permitir a reconstrução da comunidade. O comunicado ainda recolhe uma reação do exercito israelense, datada no dia 20 de setembro, a qual afirma que "dezenas de palestinos e ativistas estrangeiros" na região trataram de "perturbar a ordem pública e criaram provocações durante uma violenta tentativa de levantar lojas de forma ilegal". De acordo com o documento, Israel afirma que suas forças foram atacadas com pedras e, por isso, trataram de manter a ordem empregando meios antidistúrbios não violentos. A HRW, por outro lado, indicou que as forças israelenses demoliram 524 estruturas de propriedade palestina na Cisjordânia, incluindo em Jerusalém Oriental, e deslocaram 862 pessoas desde o início do ano, segundo os dados da ONU. "A destruição deliberada e extensiva de propriedade civil, exceto quando é absolutamente necessário por operações militares, também é uma grave violação da Quarta Convenção de Genebra", conclui a ONG. EFE db/fk

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