Identificam 7 de 9 mortos em acidente de ônibus boliviano no Chile
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 28 dez (EFE).- As autoridades chilenas puderam identificar nas últimas horas sete das nove pessoas que morreram na volta ao norte do país em um ônibus que transportava turistas bolivianos que viajavam de Cochabamba à cidade de Arica, informaram neste sábado fontes oficiais. Na noite de sexta-feira tinham informado dez falecidos e 41 feridos no acidente, ocorrido durante a tarde desse dia no quilômetro 70 da rota internacional que une à cidade chilena de Arica com o país andino, mas posteriormente a polícia atualizou que os falecidos são nove. Uma das vítimas, segundo foi informado hoje, era de nacionalidade chilena; Jorge Núñez, de 65 anos, era o guia turístico que acompanhava os turistas vindos de Cochabamba. As vítimas identificadas, informaram as fontes judiciais, são María Camacho Vargas, de 53 anos; Xochtil Goitía Camacho (21), Arminda Valenzuela Guzmán (55), Mery Alvarado Rivas (54), Jorge Alejandro Villarroel (65) e a criança P.G.V.C, de 7 anos, todos bolivianos. A perícia continua tentando identificar outros dois mortos. As autoridades do hospital de Arica, onde foram internados os feridos mais graves, disseram que três deles permanecem graves, na Unidade de Terapia Intensiva (UCI), onde permanecerão em observação pelas próximas 24 a 48 horas para estabelecer sua evolução. Outras cinco pessoas estão na unidade de Cirurgia do estabelecimento, com múltiplos ferimentos e contusões, mas estáveis e evoluindo favoravelmente, o mesmo que uma menina de 13 anos que permanece na seção de Pediatria, com uma ferimento em uma pálpebra e cortes no couro cabeludo. Um tribunal de Garantia de Arica ordenou a prisão preventiva do motorista do veículo, identificado como José Llanos Romero, de 33 anos e de nacionalidade boliviana, acusado por tentativa de homicídio involuntário e lesões graves e menos graves. Elsa Veredo Fernández, uma dos passageiros que ficou ilesa, disse a rádio Cooperativa que o ônibus, que fazia parte de uma caravana de três veículos similares que saíram de Cochabamba, apresentava problemas técnicos desde o início da viagem. "Chegamos a imigração e uma hora depois quebrou a caixa de câmbio e os freios não funcionaram. Todos gritamos, entramos em pânico e o ônibus voava", acrescentou. "A única coisa que fiz foi me agarrar no assento porque um senhor gritava 'agarrem-se'. Comigo não aconteceu nada, graças a Deus", contou. Elsa se declarou agradecida com o atendimento recebido no Chile: "Todos foram muito desprendidos, nos deram tudo o que precisávamos, os policiais, os paramédicos se mobilizaram tanto, nunca pensei que fora assim", concluiu. EFE ++ns++/++jb++











