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Imigrantes passam Dia dos Pais separados por cerca na fronteira México-EUA

Internacional|Do R7

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San Diego (EUA), 21 jun (EFE).- O Parque da Amizade, que fica na fronteira entre Estados Unidos e México, e cenário habitual de encontros entre parentes separados por problemas migratórios, virou neste domingo de Dia dos Pais um ponto de encontro de famílias divididas por uma ordem de deportação. Uma delas foi a família Castillo, cujos 30 membros se reuniram em frente à rede fronteiriça que divide este parque, encravado entre Califórnia e Tijuana, para comemorar esta data. "Imaginem a alegria que estou lhe dando por me ver", declarou à Agência Efe Salvador Castillo, músico de 65 anos que, após viajar de Michoacán (México), se postou no lado mexicano do parque para encontrar-se com sua filha Ingrid Lucrecia Castillo Sánchez, a quem não via desde que foi deportado há 14 anos. "Agora que sabemos deste lugar vamos vir mais vezes", disse com uma felicidade agridoce a filha, que saiu da cidade de Denver (Colorado) para reencontrar seu pai. Os momentos amargos se confundiram com os risos entre as famílias reunidas ao longo da cerca metálica, que nem sequer lhes permitiu o contato físico ou compartilhar alimentos. Outro dos que compareceu neste domingo ao parque foi Ponciano Méndez, de 51 anos, que esperou suas filhas por horas debaixo do sol. Segundo relatou à Efe, após viver 25 anos na cidade de El Cajón, na Califórnia, onde trabalhava em um campo de golfe, foi repatriado ao México em janeiro deste ano. "Agora nesta quinta-feira minha filha se formou na (escola de ensino médio) Grossmont High School. Minha outra filha, a de 22 anos, comprou seu primeiro carro e eu não estava lá", lamentou Méndez. Por sua parte, o casal formado por Jasmim Parra, de 21 anos, e Christian Esquer, 20, se encontraram ali no que para ele representou seu primeiro Dia dos Pais. O jovem viajou há pouco mais de um mês à cidade californiana de San Diego para regular sua situação migratória e por enquanto não pode voltar a Tijuana, nem ela viajar aos Estados Unidos. Parra segurava nos braços o pequeno Jeiden Javet Esquer, o filho de nove meses do casal, para que seu pai lhe dissesse algumas palavras do outro lado da cerca, não sem reconhecer que a situação "é dura". "Ele já esta desesperado, mas lhe peço sempre que aguente", comentou a jovem, com esperanças de um breve reencontro familiar sem nenhum tipo de divisão entre eles. EFE dm/rsd (foto)

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