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‘Impactos são bastante relevantes’, afirma gerente da CNI sobre nova taxa dos EUA ao Brasil

Nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros seria implantada, segundo os EUA, devido a falhas no combate ao trabalho forçado

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA propuseram uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros devido à ineficácia no combate ao trabalho forçado.
  • A medida é baseada na seção 301 da Lei de Comércio americana de 1974 e segue uma tarifa anterior de 25%.
  • Marcelo Azevedo, da CNI, expressou preocupação com os impactos significativos na indústria brasileira.
  • Há potencial perda de empregos e a necessidade de apoio governamental para minimizar danos econômicos.

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O Escritório de Comércio dos Estados Unidos anunciou uma proposta para aplicar uma nova sobretaxa de 12,5% sobre todos os produtos importados do Brasil. A medida é justificada pela ineficácia do país em combater o trabalho forçado e se baseia na seção 301 da Lei de Comércio americana de 1974. A decisão segue um anúncio anterior que já impunha uma sobretaxa de 25%. Antes da implementação definitiva das novas tarifas, haverá consulta pública em julho.

Em entrevista ao Alerta Brasil desta quarta-feira (3), Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), expressou preocupação com as possíveis consequências dessas medidas para a indústria brasileira.


Pessoa realizando soldagem em oficina, usando máscara de proteção, luvas e uniforme camuflado com avental. O arco de luz indica o processo ativo de solda sobre peça metálica presa em objeto vermelho.
Entre as consequências está a perda de empregos caso as exportações brasileiras sejam prejudicadas Reprodução/Record News

“Acompanhamos com preocupação. Já afetou a indústria brasileira e continua afetando desde o seu início, ainda em anos anteriores. O comércio entre os dois países é relevante, especialmente para alguns setores e algumas situações, então seus impactos são bastante relevantes”, afirma.

Segundo ele, apesar de as dificuldades impostas pelas taxas terem levado indústrias brasileiras a buscar novos mercados internacionais no ano passado, essa transição não ocorre sem grandes custos. O diretor também destacou que encontrar novos parceiros comerciais não substitui completamente o mercado americano.


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“Sempre voltamos para apresentar esses impactos e pedir o diálogo, que todos tenham a ganhar uma resolução disso por meio do diálogo. Uma vez que o comércio entre os dois países é complementar, tanto que, mesmo quando existem as tarifas, existem exceções que são feitas de interesse para eles, porque são produtos que nós podemos exportar, o que é importante para eles também”, diz.

Entre as consequências econômicas apontadas está a perda de empregos caso as exportações brasileiras sejam prejudicadas pelas novas tarifas. Em algumas regiões em que há forte dependência do mercado americano, esse impacto pode ser ainda mais grave. Para Azevedo, é essencial que o governo brasileiro continue apoiando as indústrias durante este período para minimizar danos à economia nacional.

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